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Governo dificilmente vai mexer no Simples Nacional, diz presidente do Sebrae

13-09-2018

O presidente do SebraeGuilherme Afif Domingos, afirmou nesta quarta-feira,12, que dificilmente o governo conseguirá mexer nas regras do Simples Nacional, regime tributário diferenciado para micro e pequenas empresas. Ele ressaltou que o Congresso Nacional tem aprovado as medidas de interesse desse segmento, mesmo contrariando os interesses do governo. “Nós aprovamos tudo por unanimidade, contra a Receita (Federal)”, disse.

Como mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, na segunda-feira, o governo está fazendo um pente-fino nas renúncias tributárias, e o Simples deve ser um dos alvos da revisão. Uma das propostas é restringir os setores beneficiados e reduzir para R$ 3 milhões por ano o limite de faturamento para as empresas aderirem ao programa.

Hoje, esse limite é de R$ 4,8 milhões – considerado o mais elevado do mundo. A Receita considera que a fixação de um novo limite é uma questão de isonomia internacional e que a legislação atual desestimula as empresas a crescerem para permaneceram na tributação mais baixa do Simples.

“Essa é uma luta antiga, a Receita está louca para acabar com o Simples. Inclusive ela fala uma grande mentira, que o Simples é a maior renúncia fiscal ao lado da Zona Franca de Manaus. Isso é uma heresia total”, rebateu Afif.

O presidente do Sebrae afirmou ainda que a alegação do governo de que há perda de arrecadação com o Simples é uma “falácia” e avisou que será difícil mexer nas regras atuais.

“O Simples é modelo que dificilmente eles vão conseguir mexer, por um fato muito simples, eles não podem editar MP (Medida Provisória, com vigência imediata) nem fazer lei ordinária. É lei complementar, e por lei complementar no Congresso eles não passam”, disse Afif. A aprovação de lei complementar requer o apoio de 257 deputados e 41 senadores.

Em evento recente, a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, afirmou que o limite de faturamento para que empresas nos Estados Unidos se enquadrem num regime diferenciado de tributação é muito menor do que no Brasil. Para Afif, a discrepância existe porque o regime fora do Simples é um “manicômio tributário”, com uma rede muito complexa para arrecadar impostos. O presidente do Sebrae afirmou que é preciso proteger as empresas desse problema.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Em artigo sobre os 30 anos da Constituição, Afif defende reformas

06-09-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, foi um dos autores convidados a participar do livro “30 anos da Constituição Brasileira: Democracia, Direitos Fundamentais e Instituições”, organizado pelo vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antônio Dias Toffoli. A obra, que é comemorativa aos 30 anos da promulgação da Carta Magna, foi lançada nesta quarta-feira (5), na biblioteca da Corte. Afif foi um dos 559 congressistas que atuou na Assembleia Nacional Constituinte, e um dos autores do artigo 179 da Constituição, que garante o tratamento diferenciado aos micros e pequenos empresários. Em seu artigo, o presidente do Sebrae defende uma revisão na Constituição.

Guilherme Afif afirma que o tempo passou e a Constituição foi ficando para trás. “As últimas pesquisas de opinião disponíveis mostram que a população brasileira pode ser conservadora quanto aos costumes, mas que os conceitos liberais de livre iniciativa e propriedade privada são muito fortes, até mesmo nas periferias”, escreveu o presidente do Sebrae. “Nossas constituições recentes foram concebidas sem que houvesse o vínculo entre estes dois sentimentos da população brasileira. Ao contrário. Foram concebidas para dar poder aos agentes do governo e da burocracia e não para atender o povo”, ressaltou Afif.

Afif sugere que a Constituição seja revista, baseando-se em sua experiência política. Ele foi eleito deputado federal constituinte com 509 mil votos, a terceira maior votação do país. “À frente do Sebrae, entre 1990–1994 fomos responsáveis pela mobilização que resultou no Simples e no novo Estatuto das Micro e Pequenas Empresas”, lembrou Afif em seu artigo. “Ou seja, sempre estivemos preocupados com a economia real, representada pelos pequenos negócios, hoje grandes empregadores do grosso da mão de obra no país”, acrescentou.

O livro

A obra comemorativa, organizada pelo ministro Dias Toffoli, reúne texto de diversos autores, agrega temas essenciais para o progresso e o bom funcionamento de nosso país. “A amplitude e a profundidade com que os temas foram tratados neste livro por eminentes autoridades – juristas, políticos, cientistas e atores do sistema de Justiça – serão de grande valia neste momento de mudanças no cenário nacional”, afirma Dias Toffoli na apresentação do livro. O ministro assume a presidência do STF no dia 13, substituindo a ministra Cármen Lúcia.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Um novo olhar para o turismo brasileiro

03-09-2018

O turismo é uma das mais antigas atividades econômicas da história e, ainda assim, uma das mais relevantes no atual contexto da economia global. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT), o setor superou, em 2017, as expectativas de crescimento com 1,3 bilhão de viajantes internacionais, 7% acima do resultado registrado em 2016. Esse incremento do número de viagens fez com que o turismo se tornasse responsável por cerca de 10% do PIB global no ano passado, de acordo com dados do World Travel & Tourism Council (WTTC).

Por trás desses números, está uma ampla e profunda revolução do setor, com a inclusão de novas tecnologias digitais que estão tornando o ato de viajar uma atividade cada vez mais simples e acessível. Existe hoje uma infinidade de aplicativos que proporcionam ao viajante uma forma absolutamente nova, com possibilidades ilimitadas, de definir suas escolhas e efetuar a compra de produtos e serviços. Praticamente todos os detalhes de uma viagem estão, agora, a um clique do celular.

Atentos a essas mudanças, o Sebrae, o Ministério do Turismo e a Embratur firmaram um Convênio de Cooperação Técnica, no valor de R$ 200 milhões, para promover a realização de ações voltadas ao aumento da competitividade das micro e pequenas empresas da cadeia produtiva do turismo. Durante dois anos, serão desenvolvidas iniciativas de produção de inteligência, inovação da oferta turística, qualificação dos produtos e serviços turísticos, promoção dos destinos e produtos turísticos, melhoria do acesso a serviços financeiros e atração de investimentos. Com o mesmo foco, o ministério do Turismo articulou com outro parceiro, o BNDES, uma linha de crédito especial de R$ 5 bilhões (dos quais já foram acessados mais de R$ 1,5 bilhão) para gestores públicos e iniciativa privada.

A primeira ação dessa parceria será a realização, em 4 e 5 de setembro, em Brasília, do Turismo Summit 2018. O evento, que reunirá gestores públicos, lideranças do segmento e pesquisadores, promete ser um marco no Brasil. Sabemos da força e da importância estratégica que o setor tem para o desenvolvimento econômico e social do país e a capacidade de geração de emprego e renda ao longo da extensa cadeia produtiva envolvida, que vai desde o artesão até a rede hoteleira. Nosso objetivo com esse espaço qualificado de debates é contribuir com uma mudança de paradigma do nosso turismo.

Como uma atividade transversal e coletiva, o turismo é um dos setores que mais oferecem oportunidades à atuação das pequenas empresas. Isso está comprovado nos dados do Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, que mostra que 95% de todos os empreendimentos registrados no país são pequenos negócios.
Sebrae tem uma atuação histórica no setor, e construiu, ao longo das últimas décadas, um intenso e sólido trabalho de cooperação e apoio para a estruturação de rotas e roteiros turísticos, de forma tradicional. É chegado o momento de uma mudança de modelo. A partir de estudos e referências internacionais, estamos implantando no Brasil o conceito de destinos turísticos inteligentes. Desde o ano passado, essa nova estratégia começou a ser aplicada em 41 projetos, que visam atender pequenos negócios em todo o país. A proposta é desenvolver um conjunto de ações, específicas para cada território, para colocá-los em sintonia com as demandas de um público cada vez mais exigente e mais integrado às novas possibilidades de consumo de serviços de turismo.

Esse novo modelo está baseado em três eixos principais: promoção da governança, difusão de novas tecnologias e estímulo à prática da sustentabilidade. Para alcançar essa mudança de patamar no turismo brasileiro, será necessária a consolidação de um ambiente de negócios mais favorável às micro e pequenas empresas, o desenvolvimento de soluções voltadas aos empreendedores e aos destinos turísticos, o aumento da conectividade e interatividade, entre outros avanços.

O mais importante é que nenhuma mudança será possível sem a união e articulação das lideranças do setor, sejam empresários, gestores públicos ou pesquisadores. A nossa certeza é de que o modelo que estamos construindo traz uma lógica inovadora, que é do ganha-ganha. Ganham os viajantes, que vivenciam uma nova experiência de turismo; a população local, com a melhoria dos indicadores sociais e a incorporação de equipamentos de lazer, entretenimento e cultura; os empresários, com a elevação dos níveis de competitividade no contexto global, e os gestores públicos, como o aquecimento da economia.

Fonte: Artigo para Correio Braziliense

Quem não está no Simples, costuma cair no complicado, diz Guilherme Afif

30-08-2018

A simplificação de tributos é uma promessa antiga de governos. As tentativas de mudança costumam esbarrar na disputa pela divisão de recursos. Alguns conseguiram implementar avanços na área, ainda que restritos. Durante o governo Lula, foi criada, por exemplo, a figura do MEI (microempreendedor individual), com taxação menos complexa, ideia que, aliás, levamos a ele no início de seu primeiro governo.

Hoje, o Brasil tem mais de 90 tributos distribuídos em um sistema complexo, que costumo classificar de verdadeiro “manicômio”. Cada empresa tem obrigações com os governos municipal, estadual e federal. As regras podem variar de acordo com o tamanho e o setor de atuação. Somente para o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), principal imposto estadual, são milhares de regras em legislações diferentes dos 27 Estados da Federação.

A ação de calcular, contabilizar e pagar impostos gera um custo para as empresas. Esse custo é repassado ao produto, o que diminui a competitividade do país no cenário internacional. Isso sem falar que funcionários designados para cumprir funções burocráticas poderiam estar trabalhando na produção. Por isso, nós, defensores dos pequenos negócios, além de pedir a redução da carga, defendemos a simplificação do sistema de cobrança.

O CCiF (Centro de Cidadania Fiscal), explica que, atualmente, cerca de R$ 1,5 trilhão em impostos estão em contenciosos judiciais e administrativos na esfera do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e de seus congêneres estaduais e municipais. Outros R$ 500 bilhões são matérias tributárias em análise pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Além disso, R$ 1,6 trilhão são dívidas ativas da União e R$ 1,4 trilhão de Estados e municípios. Desses R$ 3 trilhões, no entanto, somente R$ 500 bilhões são recuperáveis. O resto é crédito podre, calcula a entidade. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que, em primeira instância, uma execução fiscal custa R$ 4,7 mil. Em 2014, a Justiça Federal recebeu 3,3 milhões de novos processos.

Outro cálculo, do Banco Mundial, aponta que as empresas gastam 1.958 horas e R$ 60 bilhões por ano para vencer a burocracia tributária. Em 2012, foram gastos R$ 24,6 bilhões pela indústria de transformação com os custos para pagar tributos. Na análise por porte de empresa, este custo naquele ano se distribuiu da seguinte forma: pequenas empresas, R$ 6 bilhões; médias empresas, R$ 5 bilhões e grandes empresas, R$ 13,6 bilhões.

O sistema tributário é tão ineficiente que a estimativa de perdas de União, Estados e Municípios é monstruosa, assim distribuída:

  • sonegação, R$ 460 bilhões;
  • contencioso, R$ 2 trilhões;
  • dívida ativa, R$ 3 trilhões;
  • burocracia, R$ 60 bilhões.

Isso tudo gera uma regressividade, um subdesenvolvimento, que atrasa nosso país. A Constituição de 1988, que tivemos a honra de ajudar a redigir, consagra como um dos princípios da ordem econômica nacional o tratamento favorecido às micro e pequenas empresas. Foi neste contexto que se criou o Simples Nacional, regime especial de tributação, também conhecido como Supersimples, abrangendo a participação de todos os entes federados.

Atualmente, vale para todas as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. O programa substitui oito tributos, sendo um municipal, um estadual e o restante federais.

Entre 2007 e 2016, o número de empresas optantes do Simples Nacional cresceu 364%, passando de 2,5 milhões para 11,6 milhões (expansão de 9,1 milhões de optantes). O principal responsável por esta forte expansão foi o MEI.

Sem o Simples, o ambiente de negócios brasileiro seria muito mais hostil do que já é hoje. Muitas dessas empresas não existiriam. Desde que esse modelo tributário foi criado, a arrecadação cresceu 384% no recolhimento anual de impostos. Apenas em 2016, o Simples assegurou a entrada de cerca de R$ 73 bilhões nos cofres da União. Desde 2006, o Simples já gerou mais de R$ 600 bilhões para os cofres públicos.

Acabar com o Simples seria a mais absurda fantasia econômica, que traria enorme prejuízo à história e à vida dos pequenos negócios. Os defensores desta ideia, travestidos de conselheiros e economistas do mercado financeiro nacional, e até internacional, com objetivos inconfessáveis, dizem que essa simplificação tributária das pequenas empresas prejudica a arrecadação do Tesouro Nacional, o que é uma grande falácia. O Simples Nacional é um regime tributário especial, que condiz com o tratamento diferenciado e favorecido previsto em nossa Constituição.

Além de desativarmos as bombas-relógio que alguns “especialistas” preparam nos bastidores, com o objetivo de acabar com o Simples, aproveitando o momento de mudança que toda campanha presidencial enseja, precisamos ampliar, preservar e aperfeiçoar este regime dos pequenos negócios.

Segundo pesquisa do Sebrae, quase 70% das empresas optantes do Simples seriam muito prejudicadas se o Simples Nacional acabasse. Com o fim do Simples, 29% acreditam que fechariam a empresa, 20% iriam para a informalidade e 18% reduziriam suas atividades. Cerca de 64% das empresas optantes do Simples acreditam que esse regime de impostos ainda pode ser melhorado. Na opinião dessas empresas, a principal melhora seria tornar mais suave o aumento dos impostos quando a empresa crescer e sair do regime do Simples, cuja transição neste sentido teve início em janeiro de 2018.

Um dos nossos grandes desafios é acabar com a substituição tributária, que prejudica fortemente as pequenas empresas. Nós temos que buscar, também, a nacionalização do ICMS, com regras únicas, e a integração e automação das obrigações acessórias, que é a nota fiscal eletrônica no campo tributário e o e-social, no campo trabalhista, que está no prelo. E nós estamos trabalhando nessa direção.

Quem não está no Simples, costuma cair no complicado. Este é o raciocínio bem elementar que costumo usar para dizer, da maneira mais objetiva possível, o que aconteceria se um dia o Simples desaparecesse do Brasil. Não podemos permitir que a complexidade vença a simplicidade. O que é simples, por definição, têm bem mais densidade e menor risco que qualquer complicação defendida pelos críticos deste regime tão importante para os pequenos negócios.

Fonte: Poder 360

Presidenciáveis, e os pequenos negócios?

20-08-2018

Agora que todas as candidaturas à Presidência foram registradas na Justiça Eleitoral, e começamos a conhecer os programas de governo, podemos analisar melhor o que cada um tem a dizer sobre os grandes problemas nacionais.

Já surgiram sugestões sobre várias áreas, a maioria, no campo macroeconômico. Poucas propostas sobre o que eu chamo de economia real, o mundo em que vivem e sobrevivem os pequenos negócios.

Muitos tocam muito superficialmente na questão do empreendedorismo e nenhum elenca como prioridade as microempresas. Apenas um programa menciona estímulos específicos para o setor, como microcrédito, tratamento diferenciado, o Simples, a desburocratização e o cooperativismo.

Na verdade, gostaria que esta discussão viesse precedida pela definição de que país queremos. Mais Estado? Aonde ele deve estar presente? Em que proporção? Qual o papel de cada entidade da federação? E a livre iniciativa, como vai se encaixar neste novo Brasil?

Costumo desenvolver, nas minhas andanças, um raciocínio simples para responder perguntas tão complexas. O que o município puder fazer melhor que nem estado e a União o façam. O que o estado fizer melhor, que nem a União nem o município o façam. O que a União fizer melhor, que nenhuma das duas outras esferas se metam. E o que municípios, estados e o Governo Federal não fizerem bem, que não atrapalhem quem está fazendo. Em outras palavras, deixem o empreendedor e a livre iniciativa trabalharem.

Se alguém ainda duvida, vou apresentar aqui alguns argumentos e números para mostrar como o empreendedorismo está sendo a grande saída para a crise econômica e de muitos problemas brasileiros. Aproximadamente 98% dos estabelecimentos empresariais existentes no país são pequenos. O Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países que possuem a maior quantidade de empreendedores no mundo.

Nos últimos anos, apesar do fraco desempenho do PIB, a criação anual de novos registros de Microempreendedores Individuais manteve-se robusta, próximo à casa de 1 milhão de novos MEI por ano.

Mantido o ritmo de crescimento dessas empresas, é possível esperar que, até dezembro deste ano, o número de MEI chegue a 8,7 milhões e o total de Pequenos Negócios atinja a marca dos 13,6 milhões de empreendimentos. Na verdade, o número de pessoas envolvidas é muito maior se somarmos os funcionários e sócios dos pequenos negócios e a informalidade. O total chega a 45 milhões.

Nos primeiros seis meses deste ano, dados de levantamento do Sebrae, com base em números do Ministério do Trabalho, mostram que as empresas de micro e pequeno porte acumulam saldo positivo de 352 mil vagas, número 13 vezes maior do que o saldo verificado entre as médias e grandes corporações no mesmo período, que registraram saldo negativo de 12,8 mil empregos.

Em todo o Brasil, estima-se que existam cerca de 6 mil startups, que se caracterizam pela inovação do serviço produzido, geralmente de base tecnológica. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando o país ainda começava a discutir o modelo e a perceber o nascimento do novo mercado.

Neste ano, o país ganhou seus primeiros “unicórnios”, termo dado às startups que passam a valer mais de US$ 1 bilhão. O feito foi alcançado inicialmente por um aplicativo de transporte e uma fintech que virou banco, avaliado em mais de U$ 2 bilhões.

É por isso, senhores presidenciáveis, que vamos continuar cobrando que os pequenos negócios sejam inseridos cada vez mais no debate nacional. Basta lembrar da grandeza da soma dos pequenos.

Fonte: Poder 360

Sem Afif na disputa, oportunidade perdida

13-08-2018

Como era previsível, dadas as condições como funcionam as estruturas partidárias, o PSD não aprovou o lançamento da candidatura de Guilherme Afif Domingos à presidência da República, privando os empresários e a população da possibilidade de conhecer com mais detalhes uma visão diferente dos problemas nacionais e alternativas mais condizentes para colocar o país de volta no caminho do desenvolvimento.

O resultado da Convenção apenas confirmou que as regras atuais do sistema eleitoral foram feitas para preservar a posição daqueles que estão no poder, dificultando a esperada renovação.

A simples apresentação das propostas de Afif, independentemente do resultado da eleição, contribuiria para elevar o nível dos debates colocando em foco os reais problemas brasileiros a partir do ponto de vista do cidadão comum e da comunidade.em que vive.

Essa visão se contrapõe à análise do pais que parte do Estado como a solução dos problemas, embora ele seja causa de grande parte deles, por seu gigantismo e corporativismo.

Isto não quer dizer que Afif não concorde com a necessidade de um profundo ajuste macroeconômico e da realização de reformas fundamentais como a da previdência e a tributária, mas considera que elas devem visar principalmente a redução do papel e do tamanho do Estado e o fim dos privilégios.

Nesse sentido, considerando que o cidadão vive no município, que é que tem que atender às suas necessidades, defende a reforma fiscal, com a descentralização de atribuições e receitas, seguindo o princípio da subsidiariedade, em que a União não faça o que pode ser feito pelos estados, que estes não façam o que pode ser executado pelos municípios, os quais, por sua vez, não devem se ocupar daquilo que os cidadãos ?ou suas organizações ?possam realizar.

As posições de Afif em defesa do empreendedorismo, das micro e pequenas empresas e da redução da burocracia não são propostas de campanha mas resultado de sua atuação de mais de 40 anos nos diversos postos que ocupou nos setores público e privado, contribuindo para a criação de um ambiente mais favorável à atividade empreendedora, como fator de desenvolvimento econômico e social.

Desde seu ingresso na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele se dedicou à defesa da liberdade de empreender como caminho para o desenvolvimento tendo sido o coordenador, em 1979, do I Congresso Brasileiro da Pequena e Média Empresa, realizado pela associação com a participação de inúmeras entidades, bem como dos três subsequentes, dos quais resultou a aprovação pelo Congresso Nacional do Estatuto da Pequena e Média Empresa, que se constitui no embrião do Simples.

Como deputado constituinte apresentou a proposta do “tratamento diferenciado” para as micro e pequenas empresas e na Secretaria do Trabalho iniciou importante trabalho para “desatar os nós” da burocracia.

Sua proposta da Empresa Individual resultou na legislação do MEI. No Sebrae, trabalhou para a aprovação da Lei Geral da MPEs, e vem lutando na defesa dos incentivos às micro e pequenas empresas, que são constantemente questionados pela Receita Federal e por economistas distanciados da realidade do universo dos pequenos.

Embora até agora tenha tido sucesso, o risco de redução ou eliminação ainda persiste, e esse é um tema que deveria ser cobrado dos candidatos à presidência.

Na questão tributária, Afif criou o Impostômetro para conscientizar o cidadão de que ele é contribuinte e, como tal, tem o direito de exigir dos governantes a contrapartida em termos de serviços, mas tem também a obrigação de fiscalizar o uso de seus recursos, que são transferidos ao Estado pela via tributária.

Com a campanha “De olho no imposto” defendeu a transparência da tributação para que o cidadão possa saber quanto paga de impostos em cada compra. Com isso procurou mostrar que a carga tributária brasileira é não apenas elevada, como perversa, pois onera mais pesadamente a camada da população de menor renda.

A preocupação com a área social sempre permeou a atuação de Afif que defende a educação integral para as crianças, mas também a revisão do limite de idade para que o menor possa começar a trabalhar, desde que continue a estudar, criando-se estímulos para as empresas contratarem “menores aprendizes”, como forma de evitar que muitos continuem a ser cooptados pela “escola do crime”.

No plano político Afif defende o voto distrital misto como forma de aproximar eleitor e eleito, e o fortalecimento dos partidos com base programática para que possa realizar as mudanças necessárias, pois com oatual é sistema político será muito difícil avançar nas reformas.

Esses são apenas alguns dos temas que a presença de Afif na campanha eleitoral poderia trazer para debate, e que provavelmente estarão ausentes das preocupações dos candidatos, que devem, no geral, tratar das questões do Estado e pouco daquelas mais de interesse dos cidadãos.

Cabe agora a Guilherme Afif Domingos continuar sua luta em outras trincheiras, procurando mobilizar a sociedade para se organizar para defender suas posições de baixo para cima, para se contrapor a um Estado que de cima para baixo impõe sua dominação, procurando manter os interesses corporativos que lhe dão sustentação.

Fonte: Artigo de Marcel Solimeo, publicado no Diário do Comércio

Em visita a Goiânia, pré-candidato à presidência pelo PSD defende reforma política

13-07-2018

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Guilherme Afif, defende uma reforma política no Brasil, por meio de um plebiscito e com uma constituinte exclusiva, que não envolva o Congresso. Ele esteve em Goiânia nessa quinta-feira (12) para uma palestra sobre o cenário político e econômico do país. O evento aconteceu à noite, na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg).

Afif explica que o voto distrital serviria para descentralizar a estrutura do País e, ainda, aumentar a conexão entre o cidadão eleitor e os representantes políticos. Já a reforma federativa tem o objetivo de definir os papéis e os recursos dos municípios, dos Estados e da união. “Hoje nós temos um estado que não cabe no orçamento da nação. Tanto é que estão tentando, cada dia mais, aumentar impostos e não conseguem. Então aumenta a dívida porque continua gastando. Isso tem que parar”, disse.

Outro eixo da proposta do pré-candidato é o investimento nas funções básicas do Estado: educação e saúde, para garantir igualdade de oportunidades; garantia de direitos por meio, principalmente, da justiça e da segurança; e, por fim, infra-estrutura para o desenvolvimento, que são áreas como saneamento, transporte e energia. “O que não estiver contido nisso, fecha, diminui o tamanho, porque tem muita gente não fazendo nada”.

Coligações

Em Goiás, o PSD tem feito alianças com a base aliada do governo estadual. O fato não agrada muito ao ex-deputado Vilmar Rocha. “Eu falei com o amigo Vilmar (Rocha). Eu tenho uma discordância com a direção do meu partido, que ela ainda acha que precisa fazer uma coligação e não lançar candidatos”, assume Afif.

Por isso, o pré-candidato admite que ainda está em processo de “conquista” do partido, mas que não é seu interesse estabelecer parcerias ou criar alianças políticas. “Eu estou, primeiro, tentando conquistar o meu próprio partido, essa é a minha tarefa. Sem fazer aliança, porque às vezes é melhor estar só do que mal acompanhado”, enfatiza.

“Aqui eu ouvi uma expressão que é absolutamente verdadeira: time de futebol que não entra e não joga, acaba não tendo torcida. No partido é a mesma coisa, tem que ter candidato, disputar a eleição, jogar a eleição para ter militância de pessoas que o sigam. Eu estou seguindo esse caminho”, comentou Afif sobre a baixa popularidade do partido.

Histórico
Guiherme Afif Domingos é administrador de empresas, presidente licenciado do Sebrae nacional. Em 1980, gestão de Paulo Maluf, foi secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Foi vice-governador de São Paulo entre 2011 e 2014 e ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República durante o governo Dilma.

Em 1989 foi candidato à presidência da República pelo Partido Liberal. Ele ficou reconhecido por dois aspectos, o primeiro deles é o carisma, fácil de ser notado durante a conversa com o Mais Goiás, quando demonstrou serenidade, apesar do cansaço de um dia de agenda cheia e de viagem.

Outro aspecto que chamou a atenção sobre Afif na campanha de 1989  foi o jingle, que dizia “juntos chegaremos lá. Fé no Brasil. Com Afif juntos chegaremos lá”.  Vinte e nove anos depois, Afif tem visão crítica sobre o uso de músicas em campanha. Ele compreende que o eleitor perdeu a confiança na classe política e espera por verdades. “Essa campanha não pode vir com musiquinha, para enganar o eleitor. Tem que ser preto no branco”, finaliza.

Fonte: Mais Goiás

Afif Domingos acusa Alckmin de perseguição e nega aliança com tucano

13-07-2018

Postulante à Presidência da República pelo PSD, Guilherme Afif Domingos confirmou, em entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (13/7), que continuará na disputa ao Planalto apesar das tentativas do PSDB de selar uma aliança com seu partido para a eleição nacional. O pessedista também criticou fortemente o pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin. “Ele sempre me perseguiu em São Pauo”, disse.

Sobre a informação de que o PSD teria selado um acordo com Alckmin, Afif afirmou que “essa notícia é uma típica notícia colocada pelos articuladores do Alckmin que estão com imensa dificuldade de conseguir outros partidos”.

“Então eles têm que anunciar alguma coisa antecipada só que qualquer decisão passa pela convenção do partido. E na convenção eu sou dissidente. Portanto, eu estou colocando o meu nome porque eu acho que o partido tem que disputar com marca própria. Temos que ter militância dentro das ideias e não terceirizar”, disse.

Na entrevista, Afif demonstrou mágoa em relação a Alckmin em relação à época em foi vice-governador na chapa do tucano. Ele atribuiu as perseguições de Alckmin contra ele a sua mudança de partido na época. Em 2011, logo após ter assumido o mandato de vice, Afif seguiu Kassab e saiu do DEM para fundar o PSD.

“Eu e o Kassab temos uma ligação histórica porque ele nasceu na política pelas minhas mãos. E o que a gente ganhou com essa decisão foi a demissão”, afirmou.

Na época, ele acumulou o cargo de secretário de Desenvolvimento do estado. “Alckmin me demitiu e depois começou a me perseguir querendo cassar o meu mandato. […] Agora tão candidamente se volta para olhar um no olho do outro. Isso não é política”, disparou.

Ele explicou ainda que decidiu aceitar o convite, na cota pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff, para assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa “porque não estava conseguindo trabalhar em São Paulo”.

Afif voltou a alfinetar Alckmin ao dizer que ele não consegue alavancar sua candidatura nem mesmo em São Paulo, sua base eleitoral. “A campanha nacional tem que ter personalidade própria e o candidato pelo qual estão optando não tem um desempenho ótimo. Aliás, está com dificuldades em São Paulo. Acho que o povo de lá enjoou”, disse.

Para o pessedista, no entanto, o pragmatismo de Gilberto Kassab pode acabar prejudicando a própria legenda. “Pragmatismo em excesso não é bom”, disse. Kassab defende uma aliança com o PSDB na esfera nacional e tem se aproximado dos tucanos para viabilizar um acordo. Ele também admitiu ser um dissidente no PSD e afirmou que uma definição só sairá na convenção nacional da legenda.

Apesar disso, Afif defendeu seu nome na campanha como uma estratégia para aumentar a base parlamentar da legenda no Congresso Nacional. “O que acontece na disputa da base não é o que vai acontecer na disputa presidencial. Nessa, ela vai acontecer a partir do eleitor diretamente decidido. Ela não quer ter intermediário. No nacional o povo quer votar diretamente porque é o candidato cujo número e bandeira vão ajudar a colocar mais deputados e senadores”, disse.

“Na eleição nacional é importante ter a bandeira do partido. O eleitor gosta de votar na pessoa. E na medida em que você faz uma fusão, você simplesmente desaparece”, completou.

O político, empresário e administrador de origem libanesa é presidente licenciado do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Afif, 75 anos, tenta ganhar a confiança do próprio partido. O PSD tem se inclinado a apoiar a candidatura do PSDB à Presidência. Junto com outros cinco pré-candidatos citados, segundo dados da última pesquisa Datafolha (publicada em 11/6), ele não atingiu 1% das intenções de voto. Esta será a sua segunda tentativa de chegar ao Planalto. Em 1989, concorreu pelo Partido Liberal (PL). Com 3,27 milhões de votos, ficou em sexto lugar na disputa.

Entrevista completa ao Metrópoles

Fonte: Metrópoles

Afif vai a Flávio Rocha para pregar resistência até o fim do primeiro turno

12-07-2018

Guilherme Afif, que trava uma batalha dentro de seu partido, o PSD, para poder concorrer à Presidência, quer conclamar outros pré-candidatos que têm sido pressionados a desistir de seus pleitos a resistirem.

Ele almoça nesta terça-feira (10) com Flávio Rocha (PRB) e Paulo Rabello de Castro (PSC), em São Paulo, para falar sobre o assunto.

O PRB integra o grupo de partidos de centro que buscava uma alternativa ao nome do PSDB, Geraldo Alckmin, mas com o aceno dessas siglas a Ciro Gomes (PDT) tende agora a voltar-se para o tucano.

Rocha, empresário dono da Riachuelo, lançou-se pela legenda, mas frequentemente é citado como opção para a vaga de vice.

O PSD, de Afif, já tem um acordo oficioso com Alckmin e é contra esse acerto que ele se insurge. Ele tem falado com deputados federais na tentativa de ter maioria na convenção na sigla para ser candidato.

Na reunião com os outros dois pré-candidatos, vai pregar que ambos mantenham seus nomes na disputa até o fim do primeiro turno.

Fonte: Painel, Folha de São Paulo

Guilherme Afif é entrevistado no programa Roda Viva

12-07-2018