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Em visita a Goiânia, pré-candidato à presidência pelo PSD defende reforma política

13-07-2018

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Guilherme Afif, defende uma reforma política no Brasil, por meio de um plebiscito e com uma constituinte exclusiva, que não envolva o Congresso. Ele esteve em Goiânia nessa quinta-feira (12) para uma palestra sobre o cenário político e econômico do país. O evento aconteceu à noite, na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg).

Afif explica que o voto distrital serviria para descentralizar a estrutura do País e, ainda, aumentar a conexão entre o cidadão eleitor e os representantes políticos. Já a reforma federativa tem o objetivo de definir os papéis e os recursos dos municípios, dos Estados e da união. “Hoje nós temos um estado que não cabe no orçamento da nação. Tanto é que estão tentando, cada dia mais, aumentar impostos e não conseguem. Então aumenta a dívida porque continua gastando. Isso tem que parar”, disse.

Outro eixo da proposta do pré-candidato é o investimento nas funções básicas do Estado: educação e saúde, para garantir igualdade de oportunidades; garantia de direitos por meio, principalmente, da justiça e da segurança; e, por fim, infra-estrutura para o desenvolvimento, que são áreas como saneamento, transporte e energia. “O que não estiver contido nisso, fecha, diminui o tamanho, porque tem muita gente não fazendo nada”.

Coligações

Em Goiás, o PSD tem feito alianças com a base aliada do governo estadual. O fato não agrada muito ao ex-deputado Vilmar Rocha. “Eu falei com o amigo Vilmar (Rocha). Eu tenho uma discordância com a direção do meu partido, que ela ainda acha que precisa fazer uma coligação e não lançar candidatos”, assume Afif.

Por isso, o pré-candidato admite que ainda está em processo de “conquista” do partido, mas que não é seu interesse estabelecer parcerias ou criar alianças políticas. “Eu estou, primeiro, tentando conquistar o meu próprio partido, essa é a minha tarefa. Sem fazer aliança, porque às vezes é melhor estar só do que mal acompanhado”, enfatiza.

“Aqui eu ouvi uma expressão que é absolutamente verdadeira: time de futebol que não entra e não joga, acaba não tendo torcida. No partido é a mesma coisa, tem que ter candidato, disputar a eleição, jogar a eleição para ter militância de pessoas que o sigam. Eu estou seguindo esse caminho”, comentou Afif sobre a baixa popularidade do partido.

Histórico
Guiherme Afif Domingos é administrador de empresas, presidente licenciado do Sebrae nacional. Em 1980, gestão de Paulo Maluf, foi secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Foi vice-governador de São Paulo entre 2011 e 2014 e ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República durante o governo Dilma.

Em 1989 foi candidato à presidência da República pelo Partido Liberal. Ele ficou reconhecido por dois aspectos, o primeiro deles é o carisma, fácil de ser notado durante a conversa com o Mais Goiás, quando demonstrou serenidade, apesar do cansaço de um dia de agenda cheia e de viagem.

Outro aspecto que chamou a atenção sobre Afif na campanha de 1989  foi o jingle, que dizia “juntos chegaremos lá. Fé no Brasil. Com Afif juntos chegaremos lá”.  Vinte e nove anos depois, Afif tem visão crítica sobre o uso de músicas em campanha. Ele compreende que o eleitor perdeu a confiança na classe política e espera por verdades. “Essa campanha não pode vir com musiquinha, para enganar o eleitor. Tem que ser preto no branco”, finaliza.

Fonte: Mais Goiás

Afif Domingos acusa Alckmin de perseguição e nega aliança com tucano

13-07-2018

Postulante à Presidência da República pelo PSD, Guilherme Afif Domingos confirmou, em entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (13/7), que continuará na disputa ao Planalto apesar das tentativas do PSDB de selar uma aliança com seu partido para a eleição nacional. O pessedista também criticou fortemente o pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin. “Ele sempre me perseguiu em São Pauo”, disse.

Sobre a informação de que o PSD teria selado um acordo com Alckmin, Afif afirmou que “essa notícia é uma típica notícia colocada pelos articuladores do Alckmin que estão com imensa dificuldade de conseguir outros partidos”.

“Então eles têm que anunciar alguma coisa antecipada só que qualquer decisão passa pela convenção do partido. E na convenção eu sou dissidente. Portanto, eu estou colocando o meu nome porque eu acho que o partido tem que disputar com marca própria. Temos que ter militância dentro das ideias e não terceirizar”, disse.

Na entrevista, Afif demonstrou mágoa em relação a Alckmin em relação à época em foi vice-governador na chapa do tucano. Ele atribuiu as perseguições de Alckmin contra ele a sua mudança de partido na época. Em 2011, logo após ter assumido o mandato de vice, Afif seguiu Kassab e saiu do DEM para fundar o PSD.

“Eu e o Kassab temos uma ligação histórica porque ele nasceu na política pelas minhas mãos. E o que a gente ganhou com essa decisão foi a demissão”, afirmou.

Na época, ele acumulou o cargo de secretário de Desenvolvimento do estado. “Alckmin me demitiu e depois começou a me perseguir querendo cassar o meu mandato. […] Agora tão candidamente se volta para olhar um no olho do outro. Isso não é política”, disparou.

Ele explicou ainda que decidiu aceitar o convite, na cota pessoal da ex-presidente Dilma Rousseff, para assumir o Ministério da Micro e Pequena Empresa “porque não estava conseguindo trabalhar em São Paulo”.

Afif voltou a alfinetar Alckmin ao dizer que ele não consegue alavancar sua candidatura nem mesmo em São Paulo, sua base eleitoral. “A campanha nacional tem que ter personalidade própria e o candidato pelo qual estão optando não tem um desempenho ótimo. Aliás, está com dificuldades em São Paulo. Acho que o povo de lá enjoou”, disse.

Para o pessedista, no entanto, o pragmatismo de Gilberto Kassab pode acabar prejudicando a própria legenda. “Pragmatismo em excesso não é bom”, disse. Kassab defende uma aliança com o PSDB na esfera nacional e tem se aproximado dos tucanos para viabilizar um acordo. Ele também admitiu ser um dissidente no PSD e afirmou que uma definição só sairá na convenção nacional da legenda.

Apesar disso, Afif defendeu seu nome na campanha como uma estratégia para aumentar a base parlamentar da legenda no Congresso Nacional. “O que acontece na disputa da base não é o que vai acontecer na disputa presidencial. Nessa, ela vai acontecer a partir do eleitor diretamente decidido. Ela não quer ter intermediário. No nacional o povo quer votar diretamente porque é o candidato cujo número e bandeira vão ajudar a colocar mais deputados e senadores”, disse.

“Na eleição nacional é importante ter a bandeira do partido. O eleitor gosta de votar na pessoa. E na medida em que você faz uma fusão, você simplesmente desaparece”, completou.

O político, empresário e administrador de origem libanesa é presidente licenciado do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Afif, 75 anos, tenta ganhar a confiança do próprio partido. O PSD tem se inclinado a apoiar a candidatura do PSDB à Presidência. Junto com outros cinco pré-candidatos citados, segundo dados da última pesquisa Datafolha (publicada em 11/6), ele não atingiu 1% das intenções de voto. Esta será a sua segunda tentativa de chegar ao Planalto. Em 1989, concorreu pelo Partido Liberal (PL). Com 3,27 milhões de votos, ficou em sexto lugar na disputa.

Entrevista completa ao Metrópoles

Fonte: Metrópoles

Afif vai a Flávio Rocha para pregar resistência até o fim do primeiro turno

12-07-2018

Guilherme Afif, que trava uma batalha dentro de seu partido, o PSD, para poder concorrer à Presidência, quer conclamar outros pré-candidatos que têm sido pressionados a desistir de seus pleitos a resistirem.

Ele almoça nesta terça-feira (10) com Flávio Rocha (PRB) e Paulo Rabello de Castro (PSC), em São Paulo, para falar sobre o assunto.

O PRB integra o grupo de partidos de centro que buscava uma alternativa ao nome do PSDB, Geraldo Alckmin, mas com o aceno dessas siglas a Ciro Gomes (PDT) tende agora a voltar-se para o tucano.

Rocha, empresário dono da Riachuelo, lançou-se pela legenda, mas frequentemente é citado como opção para a vaga de vice.

O PSD, de Afif, já tem um acordo oficioso com Alckmin e é contra esse acerto que ele se insurge. Ele tem falado com deputados federais na tentativa de ter maioria na convenção na sigla para ser candidato.

Na reunião com os outros dois pré-candidatos, vai pregar que ambos mantenham seus nomes na disputa até o fim do primeiro turno.

Fonte: Painel, Folha de São Paulo

Guilherme Afif é entrevistado no programa Roda Viva

12-07-2018

O longo prazo de ontem é agora

02-07-2018

O Brasil enfrenta hoje problemas que se acumularam por anos, sem que a classe política ― e mesmo a sociedade ― se preocupasse. Por serem problemas de longo prazo, as soluções foram postergadas. Ficou para os próximos governantes, ou até mesmo para as próximas gerações, enfrentá-los. Com isso, as dificuldades se acumularam e se agravaram, provocando efeitos negativos sobre o desempenho da economia e a situação social.

O longo prazo de ontem é agora. Por isso, não dá mais para esperar pela resolução dos problemas brasileiros. Por mais difícil que seja, é preciso mostrar para a população ― especialmente para a camada de menor renda ― que é ela quem suporta o maior custo das omissões do passado. E que, sem a adoção das medidas necessárias, essa parcela da população continuará a ser a maior prejudicada, embora inevitavelmente possa ser afetada por algumas decisões imprescindíveis de curto prazo para equilibrar o País.

Para que o Brasil retome sua curva de crescimento e resgate sua dívida social, as reformas são indispensáveis, a começar pela redução do tamanho do Estado e de sua intervenção na economia, além da eliminação de privilégios (de algumas categorias e setores) travestidos de direitos adquiridos.

No entanto, para o presidente eleito poder começar a realizar as reformas, é preciso que durante a campanha ele diga a verdade, mostrando à sociedade os sacrifícios que necessários para o País superar sua grave crise política econômica, social e de confiança.

Se, como candidato, ele prometer apenas o que acha que a população deseja, estará sujeito a ter sua credibilidade comprometida e perderá sua capacidade de exigir dos parlamentares o apoio às medidas necessárias, pois elas não terão sido sancionadas pelos eleitores.

A reforma da Previdência é a mais urgente, inclusive como sinalização para os agentes econômicos, pois o desequilíbrio crescente do sistema previdenciário tem comprometido as finanças públicas de forma importante, afetando a capacidade do governo de investir em educação, segurança e saúde, em detrimento dos mais pobres. Além disso, os privilégios de alguns segmentos ferem não apenas o princípio da igualdade, como o de justiça social.

Quanto à reforma tributária, apesar de sua complexidade e dificuldade política de consenso, pode-se ― e deve-se ― avançar para simplificar o sistema, eliminar seu caráter regressivo e assegurar maior racionalidade, a fim de estimular os investimentos e o empreendedorismo. E a reforma tributária precisa ser feita em conjunto com a reforma fiscal, com a reformulação da distribuição das receitas tributárias e das atribuições de cada ente federativo, além da adoção do princípio da subsidiaridade, de forma que a União não faça o que pode ser feito pelos Estados, que estes não façam o que pode ser executado pelos municípios, os quais, por sua vez, não devem se ocupar daquilo que os cidadãos ― ou suas organizações ― possam realizar.

A mais importante das reformas, para moldar o futuro do País, é a política. E, para que ela tenha a profundidade necessária, precisa ser feita por meio de uma Constituinte exclusiva, para que os interesses estabelecidos não prevaleçam sobre os da nação. A reformulação do sistema eleitoral, com a introdução do voto distrital, é um dos passos para aproximar o eleitor do eleito. Isso em conjunto com a cláusula de barreira e com a fidelidade partidária, o que permitirá criar partidos autênticos e comprometidos com posições nítidas que incentivem o cidadão a definir conscientemente suas escolhas. Para tanto, será preciso, logo no início do novo governo, convocar um plebiscito, autorizando a realização da Constituinte exclusiva que, em um prazo determinado, realizaria as mudanças necessárias no texto constitucional.

Mais do que tudo isso, para que o País retome sua trajetória de desenvolvimento econômico e social, o principal ingrediente é a credibilidade do próximo governante. E isso vai depender da história do eleito, da veracidade de suas mensagens e de sua determinação, que precisam estar acima de conveniências pessoais, partidárias ou de qualquer outra natureza. Acima disso, só o Brasil.

Fonte: Artigo publicado em 30/06/2018, Portal Poder 360

Afif participa da sabatina na Jovem Pan News

19-06-2018

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Guilherme Afif responde perguntas sobre política e eleições. Relembra das eleições de 1989, em que concorreu à presidência, e começou a incomodar os adversários por ser um candidato independente e com potencial.

Afif relembra disputa na eleição presidencial de 89 e dispara: “extremamente manipulada”

19-06-2018

Candidato à Presidência pelo PL, em 1989, Guilherme Afif Domingos ia bem durante a campanha, mas viu na reta final Lula e Fernando Collor protagonizarem o segundo turno. Mais tarde, a vitória do nome do então PRN, em chapa pura com Itamar Franco, confirmaria aquele que ocuparia a cadeira do Palácio do Planalto.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o presidente licenciado do Sebrae, hoje filiado ao PSD, chamou de “extremamente manipuladas” as eleições daquele ano.

“Tivemos eleições extremamente manipuladas. Aquela eleição quando explodi, eu explodi roubando voto do Collor. Mas naquele instante outros interesses por trás, me viam como independente demais então era melhor fazer alguns compromissos que não aceitei fazer.

Tinha um dono de TV que tinha grandes interesses”, disse sem mencionar o nome de Silvio Santos, que na época teve sua candidatura indeferida.

Após a derrota nas eleições presidenciais de 89, Afif voltou ao palco eleitoral na disputa pelo Senado em 1990,mas foi derrotado por Eduardo Suplicy e ficou em terceiro lugar.

Deixou o PL em 90 e ingressou no PFL e, mais tarde, em 2006, voltou a disputar o Senado. Enquanto isso, ressaltou, manteve seu ativismo em prol de das pequenas e médias empresas.

Fonte: Portal Jovem Pan News

Afif vê vitória na “Lei do Queijo” e ressalta importância dos pequenos produtores

19-06-2018

Um dos principais defensores do fomento ao pequeno produtor, o pré-candidato à presidência da República pelo PSD e presidente licenciado do Sebare, Guilherme Afif Domingos criticou a forma de concessão de crédito de longo prazo no Brasil, uma vez que a maior parcela está concentrada apenas nos grandes produtores.

“O pequeno não vê nem a cor e 84% não têm acesso ao sistema de crédito. Aqui no Brasil você tem o grande em regime de reserva de mercado, que acaba sendo absolutamente apoiado pelo governo para poder eliminar concorrentes”, criticou.

Na visão de Afif, a criação da substituição da política tributária foi feita para “ferrar” o pequeno e criou-se um desequilíbrio no processo da concorrência. “Quero o grande em regime de mercado, já que ele vem para competir. No campo não existem só grandes corporações. A agricultura familiar é muito forte e não é coisa de assistencialismo”, disse.

O presidente licenciado do Sebrae revelou aos microfones da Jovem Pan, que o governo Temer sancionou a lei que regulamenta a comercialização de produtos de origem animal em todo o território nacional sem a obrigatoriedade do Selo de Inspeção Federal (SIF), que será usado apenas para exportações.

A decisão foi motivada após o episódio envolvendo a chef Roberta Sudbrack, que teve 160 kg de produtos artesanais, entre eles queijos e linguiças, apreendidos durante o Rock In Rio 2017. Na época, a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro alegou que as mercadorias estavam sem o selo do SIF e não poderiam ser comercializadas no estado.

“Entramos de sola nisso. Ontem falei com o presidente Temer sobre um boato de que ele vetaria a pedido do Ministério da Agricultura, mas ele não vetou e sancionou a lei. Acabou a história e o queijo é estadual”, disse Afif.

“Na França, o queijo é produto de exportação. E esse pessoal do Brasil está ganhando prêmio lá fora, mas não pode vender. Sou a favor do pequeno, mas não estou contra o grande”, reafirmou.

Fonte: Portal Jovem Pan News

‘Só faz gol quem está na área’, diz Guilherme Afif

14-06-2018

Por mais que as pesquisas falem do desânimo do brasileiro, da desmotivação com a política, com a economia e mesmo com o futebol, apesar de ser ano de Copa do Mundo, nosso povo é conhecido pela resiliência e pela capacidade de sobreviver às crises.

Qual país enfrentou tantos altos e baixos, tantos planos econômicos, rupturas políticas de todas as ordens e ainda é uma das maiores economias e democracias do mundo? Qual país, com tantos títulos no futebol mundial, perde uma Copa em casa de goleada – sem falar na famigerada derrota de 1950 no Maracanã pro Uruguai — e ainda é um dos favoritos ao título deste ano? São coisas difíceis pra um cidadão comum explicar, mas estão aí, diante de nós, os fatos a nos desafiar.

A última pesquisa disponível revela, pela primeira vez, uma certa indiferença do brasileiro em relação a uma Copa do Mundo. Este sentimento começou a se evidenciar lá atrás pelo vexame mundial do 7 a 1 contra a Alemanha, revelando que nossa paixão não era correspondida. Devemos refletir profundamente sobre o que está acontecendo com o imaginário nacional.

A frustração do nosso povo com o futebol tem também outras causas recentes, que a todo momento são lembradas pelos recentes escândalos: estádios superfaturados, obras para a Copa e para as Olimpíadas incompletas, paralisadas ou que não aconteceram e desvios de toda ordem.

A Lava Jato demonstrou que tudo tinha conexão com o jeito ultrapassado de se fazer política. O erário público foi assaltado sem pudor e a população não recebeu a contrapartida dos investimentos. A qualidade de vida do brasileiro ficou estagnada, apesar dos gastos exorbitantes com os grandes eventos.

Houve sim manipulação política da Copa da Mundo e das Olimpíadas para atender interesses escusos e mesquinhos que acabaram sendo revelados por escândalos com repercussão internacional. O resultado está aí. O Presidente que conseguiu trazer os dois eventos pro país está na cadeia. O então chefe da CBF, José Maria Marin, está preso nos EUA. Os dirigentes da mesma entidade banidos do futebol. O Governador da sede dos jogos igualmente encarcerado.

Tudo isso causou um forte impacto junto à população em geral e abriu feridas ainda não curadas. Nas ruas, as pessoas estão desconfiadas, têm medo de ser engolidas pela manipulação do que lhe foi apresentado como “legado”, em grande parte fabricado por propagandas enganosas, que acabaram por acobertar, em nome da paixão pelo futebol e pelo esporte, as verdadeiras mazelas nacionais.

Não é de se estranhar que o povo esteja reticente com o futebol e  também com a política. A manipulação da opinião pública pela publicidade enganosa,  para conquistar votos e vender candidatos, deixou muita gente ressabiada, quando as investigações dos escândalos provocaram um choque de realidade.

Por trás dos grandes eventos, a propaganda sem pudor de vários produtos, como a da cerveja, que usa técnicas subliminares para cooptar jovens e adolescentes.

Quem pensa em ganhar eleições apenas com articulações e conchavos políticos pode repensar sua estratégia. As pesquisas ainda não conseguiram captar os verdadeiros sentimentos dos brasileiros e vão errar feio. A prática da velha política não encontra mais lugar num mundo em que as redes sociais e as mídias eletrônicas dão voz a frustrações e articulam movimentos que paralisam o país. O Estado arcaico parece ter perdido a noção de como lidar com este fenômeno e tem dificuldade de se adaptar aos novos tempos.

Neste ano específico, vivemos uma situação inusitada. Ao contrário da Copa do Mundo da Rússia, que possui favoritos claros, as eleições de 2018 acontecem num cenário absolutamente imprevisível, a menos de quatro meses do pleito.

Segundo as pesquisas, o líder na disputa é um ex-presidente com alta popularidade, preso há dois meses, que pode não ser candidato por ter sido condenado em 2ª Instância. Aliás, as tais pesquisas agora começam a ser olhadas com desconfiança por serem também encomendadas pelo tal “mercado” – com todos os seus interesses, que provavelmente não são os mesmos do país.

Já, no futebol, o Brasil se reergueu com Tite e fez uma pré-campanha impecável. Com 21 jogos pelo Brasil, ele é o comandante com melhor aproveitamento das últimas cinco Copas do Mundo. São 17 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota – um aproveitamento de 82%.

Neymar disse, em entrevista recente, que “sonhar não é proibido”. E é nesta expressão de otimismo que gostaria de fazer um paralelo entre o momento da política nacional e o momento do futebol brasileiro. Aliás, sou um otimista por vocação e devo dizer que quem tem medo de tomar gol não deve entrar em campo. E só faz gol quem está na área.

O que resta ao Brasil se não apostar que a bola pode cair em seu colo? Vivemos nos dois campos, no do futebol e no da política, momentos decisivos. É o eleitor que terá de colocar a mão na sua própria consciência e escolher, com sua sabedoria, quem vai governar o país pelos próximos quatro ou oito anos. É o torcedor, com a força da sua garra, que pode empurrar a seleção brasileira para um título capaz de resgatar a autoestima nacional.

Fonte: Poder 360

Afif se lança hoje à Presidência da República

06-06-2018

O ex-ministro Guilherme Afif Domingos, 74,  se licencia hoje da presidência do Sebrae nacional para dar um salto no escuro e se lançar à Presidência da República pelo PSD.

O próximo passo é disputar a convenção nacional do partido, no final de julho. Como não há um opositor, Afif terá de enfrentar no voto a tese de aliança com o PSDB, em favor da candidatura Geraldo Alckmin.

Essa tese é defendida pelo presidente nacional do PSD, ministro Gilberto Kassab, cuja estratégia para outubro é liberar as seções estaduais para fazer acordos que garantam principalmente o fortalecimento das bancadas do partido no Congresso Nacional.

Assim, o PSD integra as mesmas coligação do PSDB para os governos de São Paulo e Minas e as mesmas do PT para os governos do Ceará e da Bahia.

Ex-ministro de Micro e Prque as Empresas do Governo Dilma Roussef, Afif já disputou a Presidência da República em 1989, pelo então PL, com o mote “Juntos chegaremos lá”. Ele, porém, desdenha a atual articulação de sete partidos, inclusive o PSD, para o lançamento de um candidato único de centro.

Fazem parte do movimento, anunciado oficialmente na terça-feira, PSDB, PPS, MDB, DEM, PV e PTB, além do PSD. Para Afif, a articulação “já nasceu morta” e o que importa na eleição “é conquistar o voto, o eleitor”.

Fonte: Eliane Cantanhêde, Estadão