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Mais de um milhão de pequenos negócios podem surgir no próximo ano

01-10-2018

Os pequenos negócios têm sido fundamentais, em 2018, para a manutenção do nível de emprego e para a estabilização da economia brasileira. Mesmo com todas as dificuldades, as micro e pequenas empresas (MPE) são as principais responsáveis pela geração de vagas de trabalho formais e devem fechar o ano com um saldo de 600 mil trabalhadores contratados. Para 2019, de acordo com análises feitas pelo Sebrae, a partir de dados da Receita Federal, a expectativa é de que sejam criadas 1,5 milhão de novas empresas (considerando os microempreendedores individuais, as micro e as pequenas empresas). Atualmente, cerca de 98,5% das empresas brasileiras estão nesse segmento, e representam uma importante janela de oportunidade principalmente para os jovens que buscam o primeiro emprego e as empreendedoras, que tentam na atividade empresarial uma forma de compatibilizar as tarefas da casa com as demandas profissionais.

Em 2017, dos 1,4 milhão de brasileiros que conquistaram o primeiro emprego, 755 mil (55%) usaram as micro e pequenas empresas como porta de entrada. E mais uma vez, as mulheres lideraram o preenchimento de vagas, principalmente no Comércio e Serviços, que respondem à 75% dos postos de trabalho criados para quem está entrando no mercado de trabalho. No que diz respeito à atividade do empreendedorismo, o público com idade entre de 18 e 24 anos, já soma 20,3% das pessoas envolvidas na abertura de uma empresa. “Quero montar um negócio de alimentação e fui buscar orientações para isso”, explicou Talita Louzeiro, de 22 anos, que buscou a Feira do Empreendedor do Sebrae, em Belém, para abrir seu empreendimento.

Hoje, as mulheres estão em pé de igualdade aos homens quando se trata da criação de novos empreendimentos. São 23,9 milhões de mulheres que decidiram abrir seu próprio negócio, contra 25,4 milhões de empresários do sexo masculino, entre as micro e pequenas empresas. Graduada em Naturalogia, a empresária Leissa Nunes juntou o útil ao agradável, ao abrir uma clínica de terapias naturais em São José dos Campos (SP). “Trabalhava em outro lugar, mas decidi abrir meu próprio negócio e até já contratei outros profissionais”, conta a empreendedora.

“São as micro e pequenas empresas que estão carregando o país nas costas na última década. Por isso, é fundamental assegurarmos que o Simples Nacional não sofra qualquer revés nos próximos anos, deixando desprotegidos milhões de empreendedores”, alerta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. O Simples é um regime tributário facilitado e simplificado para micro e pequenas empresas, previsto na Constituição, que permite o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. A alíquota é diferenciada conforme o faturamento. Esse regime deu fôlego a milhões de empreendedores de diversos setores. Desde 2007, mais segmentos foram incorporados à lista de empresas autorizadas a aderir ao regime simplificado de tributação. Além da unificação dos tributos, o Simples destaca-se como fator de desempate para empresas que concorrem a licitações do governo e facilita o cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias por parte do contribuinte.

Nesta sexta-feira (5) o país celebra o Dia da Micro e Pequena Empresa, em comemoração à aprovação do Estatuto da MPE, por meio da Lei No 9.841, de 1999.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Otimismo do pequeno empresário cresce no 3º tri, mas segue abaixo de março, aponta Sebrae

27-09-2018

A confiança dos pequenos empresários quanto à melhora da economia e do desempenho de seus negócios cresceu nos últimos três meses, mas segue abaixo do patamar em que estava em março, mostra pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) antecipada ao G1.

Dos empresários entrevistados neste mês, 37,6% dizem acreditar que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, contra 33,2% em junho. A fatia, porém, continua abaixo dos 49,2% apurados em março e de 42,9% em dezembro de 2017.

Do outro lado, a parcela dos que apostam em uma piora do cenário econômico caiu de 31,4% em junho para 22,5% em setembro, mas também permanece acima dos 18,5% registrados em março e dos 28,8% de dezembro.

As perspectivas negativas acentuadas em junho refletem especialmente o aumento da incerteza e a sensação de crise gerada pela greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento nos mercados de todo o país no fim de maio, segundo o Sebrae.

Para o presidente da instituição, Guilherme Afif Domingos, se a greve não tivesse ocorrido, o cenário no terceiro trimestre estaria melhor do que o registrado no primeiro. “A greve foi marcante, sim. Imagine alguém que está correndo, pegando embalo e toma um grande tropeção: foi o que aconteceu. Agora estamos tentando recuperar o ritmo de antes”, diz.

Na avaliação dele, a dificuldade para retomar o nível de otimismo observado em março está relacionada à recuperação lenta do mercado de trabalho e ao alto nível de endividamento das famílias, somados à incerteza eleitoral.

Em agosto, 110 mil vagas formais foram geradas no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho. Dessas, 70,8 mil foram em pequenas empresas, de acordo com o Sebrae. Porém, em julho (dados mais recentes), o número de desempregados no país ainda somava 12 milhões, de acordo com o IBGE.

A última edição do estudo mostrou ainda que os empresários do ramo da construção são os mais otimistas, enquanto os da indústria são os mais pessimistas quanto à economia.

Entre os representantes do setor da construção civil, 44,9% acreditam que o cenário econômico vai melhorar, 19,6% acreditam numa piora e 30,5% acham que nada vai mudar. “As pequenas empress obras estão gerando muito emprego para os microempreendedores. Porque as grandes, essas sim, estão paradas”, pontua Afif.

Já entre os representantes da indústria, 36,4% apostam numa economia melhor em 12 meses, 24,1% esperam uma piora e 30,9% acham que o cenário permanecerá como está.

Confiança nos políticos

A política é a principal justificativa tanto para o otimismo, quanto para o pessismo.

Entre os que acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, 68,8% dizem estar confiantes por acreditarem que os novos políticos eleitos poderão melhorar o país. Os outros pontos mais citados são:

  • a economia vem dando sinais de recuperação: 62%
  • aumento do emprego: 36,4%
  • aumento da renda do consumidor: 15,1%

Já entre os que esperam uma piora da economia nos próximos 12 meses, 92,1% dizem que não confiam nos atuais políticos do país. Os outros pontos mais citados são:

  • desemprego ainda está alto: 88%
  • brasileiro está muito endividado e, por isso, compra menos: 83,8%
  • economia não está dando sinais de recuperação: 71,1%
  • país não vai melhorar após as eleições: 69,8%
  • podem ocorrer novas greves: 65,5%
  • pode haver nova greve dos caminhoneiros: 59,4%

Faturamento e emprego

A parcela de pequenos empresários que acreditam que vão conseguir faturar mais nos próximos 12 meses também cresceu em relação a junho (foi de 40,1% para 44,9%), mas segue abaixo do que estava em março (51,8%).

O movimento oposto foi registrado entre os que acreditam que vão faturar menos: agora são 14,8%, contra 21,5% em junho e 13,3% em maio.

Já a parcela dos que acreditam que o faturamento permanecerá o mesmo ficou praticamente estável em relação a junho (36,1% contra 36,6%), mas subiu em relação a março (32,3%).

A maior parte (38,2%) dos entrevistados não pretende contratar nem demitir nos próximos 12 meses. Porém, cresceu levemente em relação a junho a fatia dos que pretendem ampliar o quadro de funcionários (de 17,6% para 20,3%), embora ainda esteja abaixo do apurado em março (26%).

O estudo ouviu 2,9 mil donos de empresas de pequeno porte, microempresários e microempreendedores individuais (MEIs), entre 28 de agosto e 12 de setembro.

Fonte: G1 Notícias

Fintech financia empreendedor de periferia com investimento a partir de R$ 25

20-09-2018

O negócio de refeições começava a ganhar força quando a empresária Débora Soares, da Vila Ré, zona leste de São Paulo, fechou contrato de fornecimento com a rede de hotéis Ibis. Era o passaporte para um futuro melhor, não fosse o fato de ela precisar comprar uma embaladora a vácuo de R$ 8 mil, para atender ao novo cliente. Foi então que conheceu a Firgun, fintech que empresta dinheiro de forma colaborativa e facilitada. “Resolveu a minha vida. Banco nenhum financia alguém como eu e, quando faz, cobra mais juros do que cobraria de outro tipo de pessoa”, conta Débora.

Atualmente 82 fintechs – empresas de tecnologia do segmento financeiro – atuam no Brasil nos segmentos de crédito, financiamento e negociação de dívidas, segundo o Catálogo Fintechs 2018, elaborado em parceria entre Sebrae e ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), após ouvir representantes de 295 fintechs até setembro deste ano. O objetivo do levantamento é trazer maior visibilidade para as fintechs brasileiras, que despontam no cenário econômico atual por simplificar o acesso a produtos e serviços financeiros, com foco nas principais demandas não atendidas pelas instituições tradicionais.

“As fintechs representam uma solução para os maiores desafios dos pequenos negócios, como o acesso ao crédito em condições viáveis para empresários e empreendedores que desejam sobreviver e prosperar”, explica a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. Segundo ela, o Catálogo Fintechs 2018 é uma fonte de consulta à disposição tanto para quem está à frente de um pequeno negócio em busca de serviços financeiros acessíveis e ágeis, quanto para quem pretende investir nesse mercado.

“As fintechs representam inovação e geram impactos positivos na economia do País. Não à toa, cresce o número de clientes, tanto empresas, quanto pessoas físicas, e se tornam mais atrativas as possibilidades de investimentos no setor. Nossa intenção é dar mais visibilidade às fintechs, gerando novos negócios e fomentando a inovação que beneficia toda a sociedade”, destaca Rodrigo Soeiro, presidente da ABFintechs. O catálogo, no qual pode ser encontrada a Firgun e outras fintechs, pode ser acessado nos  sites: www.sebrae.com.br e www.abfintechs.com.br.

Como funciona a Firgun

A Firgun é uma plataforma de investimento coletivo em empreendedores de baixa renda. Qualquer pessoa pode se cadastrar, escolher um empreendimento no qual deseja investir e começar a emprestar a partir de R$ 25. Funciona como um crowdfunding, com a diferença de que o investidor recebe de volta o que investiu. Empréstimos de até R$ 3 mil são parcelados sem juros, de R$ 3 mil a R$ 9 mil, com juros de 0,5% ao mês, e acima de R$ 9 mil, 1%. “Nós invertemos a lógica do mercado. Conosco, quem pode menos, paga menos. Afinal, quem pede empréstimo maior geralmente tem mais estrutura para pagar juros”, explica Fábio Takada, da Firgun.

No ano passado, a fintech de Takada ganhou o prêmio da Iniciativa Incluir, organizado pelo PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e pelo Sebrae. Entre as mais de 850 organizações inscritas, a Firgun foi premiada na categoria “Ideia Inovadora”. Atualmente, Takada negocia com investidores anjo para ampliar a fintech, que tem cadastro de três mil investidores sem nunca ter investido em divulgação ou marketing. “Tivemos um crescimento orgânico”, afirma.

A Firgun trabalha em parceria com organizações não-governamentais (ONG) que atuam na periferia, como a Afrobusiness e a Barca, que atendeu Maria Pimentel, da Parça Progresso Confecções, do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. Maria tomou empréstimo para ampliar as instalações da empresa e iniciar a linha de bonés. “Foi tudo muito rápido, nada burocrático”, conta a empresária, “Foi um dinheiro que chegou num momento difícil, de crise no país, e de uma forma que a gente pode pagar. É incrível”, diz.

“Esse é um dos maiores diferenciais das fintechs: atender de forma personalizada, sem burocracia e cobrando taxas menores que as grandes instituições financeiras. Isso é possível porque as fintechs são constituídas para quebrar paradigmas, oferecer produtos e serviços com uso de tecnologia de ponta, que simplifica e barateia suas operações”, esclarece o presidente da ABFintechs.

Greve dos caminhoneiros afeta pequenos negócios das grandes cidades

29-05-2018

Sebrae aponta que o impacto da greve de caminhoneiros tende a ser maior nas micro e pequenas empresas localizadas em cidades com mais de 100 mil habitantes. O que representa 30% das 11,5 milhões de negócios optantes do regime do Simples Nacional. Há uma prática de se trabalhar com poucos estoques nas atividades econômicas realizadas nas grandes cidades, ao passo que nas cidades menores, é comum trabalhar com estoques um pouco maiores. Hoje, as MPE representam 98% das empresas do país, geram 52% da massa salarial e são responsáveis pela maioria da geração de emprego.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, não há muito a ser feito. “O empreendedor tem de ter paciência. Não adianta brigar com o posto de gasolina. Ele é a ponta do iceberg. Quem é o verdadeiro causador está escondido, olhando todo esse imbróglio ‘pela fresta’”, garante. Afif também defende que a sociedade como um todo está sendo afetada. “O petróleo faz parte da estrutura de vida do brasileiro. Essa variação, em um mercado retraído, não deveria ser repassada ao povo. Em termos de renda, o cidadão brasileiro ainda está na UTI.”

Entre as mercadorias que tendem a ser prejudicadas está o próprio transporte de combustíveis. Embora o foco dos caminhoneiros seja o diesel, todas as demais atividades que dependem de combustíveis como álcool e gasolina também são prejudicadas.

Atividades que tendem a ser mais prejudicadas pela greve de caminhoneiros (pelas dificuldades de transporte e locomoção)

– Postos de combustíveis

– Comércio de alimentos perecíveis

– Produção e comércio de produtos hortifrutigranjeiros

– Transporte de pessoas e de cargas

– Cidades que dependem de atividades turísticas

– Comércio e serviços em geral (dada a dificuldade de locomoção do consumidor/prestador de serviço)

– Indústria (que depende de matérias-primas que vem de longe)

Aspectos positivos da greve dos caminhoneiros

– Levanta a necessidade de rever o peso dos impostos nos produtos/serviços

– Levanta a necessidade de rever a forma de financiamento das contas públicas

– Levanta a necessidade de rever as estratégias públicas para estoques de produtos estratégicos

– Levanta a necessidade de rever o tamanho do Estado na economia e o tamanho do déficit público

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Micro e pequenas empresas carregam o Brasil nas costas

11-05-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, reafirmou nesta sexta-feira (11), que os pequenos negócios representam uma das maiores forças sociais do País. Segundo ele, o setor conseguiu atuar principalmente nas bases, gerando, com isso, mais de 11,5 milhões de empregos. A declaração de Afif aconteceu durante a palestra “Novos desafios para as micro e pequenas empresas”, em Florianópolis, com a presença de empresários, lideranças empreendedoras e comunitárias.

“As micro e pequenas empresas representam a força social no Brasil, mas ainda é desprezada nas políticas públicas”, afirmou o presidente do Sebrae, citando exemplos de crescimento dos pequenos negócios, que chegou também às favelas. “Cerca de 50% das pessoas que moram nesses locais quer ter seu próprio negócio, quer ser patrão”, observou Afif, ressaltando que hoje são 12 milhões o total de MPE e Microempreendedores Individuais (MEI) no país, mas que ainda há, pelo menos, 15 milhões na informalidade.

Segundo Afif, a crise econômica fez com que crescesse no País o chamado empreendedorismo por necessidade, onde a sociedade se mobilizou em busca de soluções, mas os pequenos negócios não obtiveram o mesmo apoio financeiro dado aos grandes investimentos. “Uma pesquisa mostrou que a população sabe que nessa crise que estamos vivendo, são os pequenos negócios que carregam o Brasil nas costas, que estão ali no dia a dia da sociedade”, afirmou o presidente do Sebrae.

Guilherme Afif explicou que o Sebrae também liderou uma grande mobilização no Congresso Nacional pela derrubada do veto ao refinanciamento dos débitos fiscais de micro e pequenas empresas. Entretanto, segundo ele, a instituição solicitou um novo estudo junto à Receita Federal sobre a reinclusão das MPE que ficaram fora do refis. O trabalho deve ser concluído em junho.

“O governo não enxergava a importância das micro e pequenas empresas”, afirmou o deputado Jorginho Mello, presidente da Frente Parlamentar Mista das MPE. “O presidente do Sebrae teve um papel importante para o fim do veto”, ressalta o parlamentar. A palestra de Afif foi aberta pelo diretor-superintendente do Sebrae em Santa Catarina, Guilherme Zigelli, que também elogiou a atuação de Afif. “Ele tem uma história de luta pela micro e pequenas empresas”, observou o dirigente.
Miditec

Em Florianópolis, Guilherme Afif conheceu o Miditec, eleito a quinta melhor incubadora de negócios do mundo na categoria Colaboração com Universidade. Apoiado pelo Sebrae de Santa Catarina e gerido pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o MIDITEC, antes chamado MIDI Tecnológico, já graduou 99 empresas e apoia 17, atualmente, sendo sete incubadas residentes, quatro incubadas virtuais e seis empresas pré-incubadas. Cerca de 13% das startups de Florianópolis passaram pelo local, o que demonstra a importância da iniciativa para a região.

O reconhecimento do Miditec foi feito pela UBI Global, empresa de pesquisa e consultoria com sede em Estocolmo reconhecida pelos estudos globais que mapeiam e avaliam o mundo da incubação de negócios. A premiação, divulgada durante o World Incubation Summit 2018 em Toronto, Canadá, certifica as melhores incubadoras e aceleradoras de negócios do mundo nos anos de 2017 e 2018.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Sebrae e Ministério do Turismo discutem apoio ao setor no Brasil

13-04-2018

O Sebrae e o Ministério do Turismo vão unir esforços para orientar e fomentar investimentos para destinos turísticos no Brasil. Nesta quinta-feira (12), o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, e o ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, debateram a proposta junto a técnicos da área. Será criado um grupo de trabalho para elaborar estudos visando estimular a promoção do setor, que também deve contar com linhas de crédito para que micro e pequenas empresas invistam na cadeia turística.

“ A reunião foi extremamente positiva, pois discutimos o entrosamento entre o Ministério do Turismo, Embratur e Sebrae, para não desperdiçarmos recursos humanos e financeiros nos projetos de turismo”, disse Guilherme Afif.  Segundo o presidente do Sebrae, um dos pólos turístico que poderia ser explorado pelos pequenos negócios seria a Chapara dos Veadeiros (GO).

De acordo com Vinícius Lummertz, o Ministério do Turismo tem pelo menos R$ 400 milhões para serem investidos no setor, além de mais R$ 5 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Os recursos vão ajudar no desenvolvimento do turismo no Brasil, além de dar apoio às micro e pequenas empresas”, ressaltou Lemmertz.

Além de Afif e Lummertz, participaram da reunião o presidente da Embratur, Marcelo Lima Costa, e os diretores do Sebrae, Heloisa Menezes e Vinicius Lages.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Pequenos negócios apostam na recuperação da economia

11-04-2018

Mais perto de renegociarem dívidas tributárias com a União, os empresários de micro e pequenas empresas estão mais otimistas quanto ao futuro da economia do país para os próximos 12 meses. A Sondagem Conjuntural do Sebrae aponta para o maior percentual de otimismo já registrado nos últimos nove meses. Cerca de 50% dos entrevistados estão otimistas quanto ao futuro da economia do país e esse otimismo certamente ficou ainda maior com a derrubada do veto ao Refis das MPE pelo Congresso Nacional, no último dia 3. Em junho de 2017, 31% acreditavam na recuperação econômica. O estudo foi realizado entre 27 de fevereiro e 6 de março de 2018, com 2.992 donos de pequenos negócios.

“Os empreendedores de micro e pequena empresa são os heróis da nossa economia. Na crise, seguraram o emprego e até criaram novas vagas, mesmo devendo para a Receita. Agora, com a possibilidade de parcelar os débitos em condições mais aprazíveis, esse otimismo certamente será traduzido em mais investimentos nos negócios e consequentemente, em mais vendas”, analisa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A sondagem mostrou que a avaliação sobre o futuro da economia mostrou-se progressivamente mais otimista na percepção dos empresários que são optantes do Simples Nacional ao longo da série histórica (junho/2017 a março/2018) – alcançando 48% de empresários com expectativa positiva em março/2018, contra 32% em junho/2017. A pesquisa do Sebrae ainda verificou que mais da metade dos empresários, 52%,  esperam que o faturamento da empresa melhore nos próximos 12 meses. Em dezembro, o percentual atingiu 45% dos entrevistados. Já em setembro, era de 39,3%.

As regiões Sul e Nordeste foram as que registraram o maior aumento do otimismo em relação à economia ao longo da série histórica. Na região Sul, o percentual de entrevistados que acredita que a economia do país vai melhorar nos próximos 12 meses praticamente dobrou – de 26%, em junho/2017, para 50%, em março/2018 -, assim como na região Nordeste – 28%, em junho/2017, para 50%, em março/2018.

Ao longo das quatro edições da sondagem, em todas as regiões observou-se um aumento do número de empreendedores otimistas e uma queda no número de pessimistas. Destaque também para os empresários do ramo da construção civil, 57% esperam que o cenário melhore nos próximos 12 meses, e para as Empresas de Pequeno Porte (EPPs), nas quais mais da metade, 53%, confia na melhora.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Governo de SP e Sebrae dão início a atividades do Centro de Economia Criativa

03-04-2018

Começam hoje, 3 de abril, as atividades do Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa, um espaço administrado pelo Sebrae-SP no Palácio dos Campos Elíseos, prédio histórico localizado na área central de São Paulo. O Centro será um “hub” de empreendedores e projetos ligados a tecnologia, inovação e criatividade, com ações voltadas para a produção e disseminação de conhecimento em um ambiente aberto à integração. O Palácio foi restaurado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura. A obra teve duração de quatro anos e investimento de cerca de R$ 20 milhões.

“A economia criativa é a que mais vai crescer, vai possibilitar a distribuição de renda, irrigar a economia, estimular a atividade empreendedora, a criatividade. Por isso, não poderia ser senão aqui nesse prédio de mais de um século – que tem tudo a ver com São Paulo, a vanguarda está no DNA de São Paulo – um centro nacional de empreendedorismo e inovação”, disse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, na cerimônia de início das atividades.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, lembrou do esforço feito por todos os parceiros para a criação do Centro em um prédio que simboliza a história empreendedora da cidade. Segundo ele, a cidade de São Paulo é responsável por 70% da decisão de investimento no Brasil. “O Centro será o palco ideal da exposição e do encontro de acesso a mercado de investidores para apostar nas ideias empreendedoras”, afirmou.

O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, ressaltou que a cultura estará sempre representada no espaço, e que a vocação do Centro para a inovação e a economia criativa é uma aposta certa. “Se pensarmos nas cinco empresas mais valiosas do mundo no ano 2000, apenas uma era da área de tecnologia. Hoje, das cinco empresas mais valiosas, cinco são de tecnologia. Criar um espaço que privilegia o acesso e a difusão da informação, da inovação e da tecnologia mostra que São Paulo continua conectada aos desafios do futuro”, disse.

O projeto foi todo desenvolvido pensando na preservação das características arquitetônicas e históricas do local, datado do final do século 19. Um dos principais fatores para a instalação do Centro foi a oportunidade de ocupar um prédio histórico, amplo e bem estruturado no coração de São Paulo e próximo à Escola de Negócios do Sebrae-SP, na Alameda Nothmann. Com isso, o Sebrae também pretende incentivar o intercâmbio entre esses dois locais e estimular a produção de ideias e negócios inovadores.

Atividades

As primeiras atividades do Centro começarão no primeiro andar, onde funcionam uma aceleradora de startups, com 11 empresas paulistas selecionadas(veja lista abaixo) entre 120 inscritos, um espaço de coworking, duas salas para capacitações, salas de reuniões e a área administrativa do Sebrae-SP. Cada espaço terá toda a infraestrutura necessária para as atividades, como estações de trabalho, estrutura de tecnologia, cabines para reuniões e videoconferências. O Centro já inicia com duas edições do programa Speed Mentoring, que tem como objetivo potencializar uma ideia, um time e/ou empresa incipiente de forma intensiva, em curto espaço de tempo e com foco no seu segmento de atuação.

A implementação será feita em duas fases: o Sebrae Innovation Hub, onde as melhores práticas do Vale do Silício irão se unir à experiência de mercado do Sebrae; e o Open Innovation, que é a conexão do Sebrae Innovation Hub aos melhores especialistas setoriais, conectando os clientes tradicionais do Sebrae, agentes culturais e artistas com o mundo digital, em programas de inovação, tecnologia e aprimoramento em gestão. Em seu primeiro ano, o Centro atuará baseado no tema “Cidades Inteligentes – Smart Cities”, envolvendo a sociedade e explorando potenciais negócios que surgem com a revolução digital. Dentro desse tema, estão previstas ações nos segmentos de saúde, educação, mobilidade, segurança, empreendedorismo, construções inteligentes, energia e meio ambiente, indústria 4.0, varejo, agrotech e entretenimento. E para isso serão formados quatro grupos de trabalho nos segmentos de tecnologia, mídia, consumo e cultura.

Os quatro pavimentos do Palácio dos Campos Elíseos serão gradativamente ocupados pelas diversas atividades do Centro. A partir do segundo semestre, o átrio vai abrigar o Mídia LAB, o BootCamp e os espaços de competição e de eventos, enquanto o subsolo receberá os Meetups, o Meeting Corp e o Fab LAB, além de uma cafeteria.

Em uma segunda fase do projeto, será instalado o Espaço Memória, um local destinado para exposições temporárias que abordarão temas estratégicos do Centro e contarão a história do empreendedorismo, da economia paulista, da região central de São Paulo e do Palácio Campos Elíseos.

Para o primeiro ano do projeto, a previsão é que sejam feitos 4 mil atendimentos de negócios e 16 mil participantes em eventos e ações. Uma série de atividades também serão desenvolvidas para alunos de escolas públicas, Etecs e Fatecs, por meio de palestras e oficinas sobre empreendedorismo. O Centro vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e está aberto a potenciais empreendedores, empresários e público interessado.

Sobre o Palácio

O Palácio dos Campos Elíseos foi inaugurado em 1899 e pertencia ao cafeicultor e político Elias Pacheco Chaves. A residência de 4 mil metros quadrados e quatro andares, localizada na Avenida Rio Branco, tornou-se conhecida pelo seu mobiliário e decoração, que trazia o que havia de mais sofisticado no mundo à época. O palácio foi sede do governo estadual de 1912 a 1965 e, mais recentemente, abrigou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que lá permaneceu até 2006. Desde então, está desocupado.

Serviço

Centro Nacional de Referência em Empreendedorismo, Tecnologia e Economia Criativa do Sebrae-SP

Endereço: Palácio dos Campos Elíseos (Avenida Rio Branco, 1269 – Campos Elíseos)

Informações pelo telefone 0800 570 0800 ou em www.sebraesp.com.br.

Aceleradora

Veja quais são as 11 startups paulistas selecionadas para a primeira fase:

Wall Identifica potencialidade de fraudes nas informações. Utiliza inteligência de dados para a entrada e validação de informações e filtrar todas as interações entre ser humano ou máquina.
E-shows Plataforma que conecta artistas a pessoas ou empresas interessadas em contratar uma atração para seu evento.
Giro Vantagens Plataforma de venda, gestão e divulgação de ingressos para eventos. Realiza a venda online dos ingressos e oferece o app de vendas para substituir os ingressos de papel.
JOGA Primeiro guia de quadras de todos os esportes na cidade de São Paulo – particulares, clubes e parques públicos gratuitos.
BARUK Empresa de tecnologia com foco em inteligência artificial, mais especificamente Processamento de Linguagem Natural. Tem como produto assistentes virtuais (chatbots) para comércio eletrônico.
Emagreça Sem Dieta Tem foco na redução de peso por meio de um programa de desafios diários de quebra de rotina. Reúne expertises de profissionais da saúde, coaching, tecnologia, marketing digital e vendas.
HAPPMOBI Conteúdos e projetos para educação online corporativa.
Kill-Q Pagamento integrado para restaurantes, bares e similares.
Let’s Work Sistema de ponto eletrônico via reconhecimento facial para utilização em dispositivos móveis.
SYNCO Conecta pessoas, animais de estimação e objetos em um único app. Aplicativo que integra todos devices, oferecendo segurança familiar.
TEAM Fix Plataforma que conecta os consumidores aos melhores especialistas e pequenas empresas de serviços de reparo residenciais de forma fácil, rápida e segura.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Parceria com FNP vai fomentar empreendedorismo nos municípios

22-02-2018

Prefeitos em todo o país serão capacitados e orientados a incentivar o empreendedorismo e a melhorar o ambiente de negócios para as micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais. Foi assinado nesta quarta-feira (21) convênio entre o Sebrae e a Frente Nacional de Prefeitos, que visa disseminar conhecimentos para a promoção do desenvolvimento territorial junto aos gestores públicos municipais das principais regiões metropolitanas do país.

“O Sebrae trabalha pelo Brasil real e o Brasil real está no município, onde o empreendedorismo acontece. É o pequeno negócio que sustenta a economia e o emprego das cidades brasileiras. É preciso desenvolver a economia social e não apenas a economia das finanças”, conclamou o presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos, durante a assinatura do convênio.

“Estamos muito agradecidos por mais esta parceria. O convênio com o Sebrae é muito importante para fortalecer a economia municipal”, destacou o presidente da FNP, Jonas Donizette, prefeito de Campinas (SP).

Desde 2010, o Sebrae e a FPN atuam em projetos de parceria. Este é o sexto convênio assinado pelas instituições. Pelo nova proposta, serão oferecidas metodologias para promoção do desenvolvimento local e capacitações para os gestores municipais prestarem mais e melhores serviços aos empreendedores, em áreas como serviços ambientais urbanos, educação empreendedora, compras governamentais, assistência social, desburocratização e governança para o desenvolvimento.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Todos os municípios fluminenses serão incluídos no Registro Integrado

06-02-2018

O governador Luiz Fernando Pezão anunciou que o Governo do Estado fará esforço para incluir todos os municípios fluminenses ao Sistema de Registro Integrado (Regin), que permite a simplificação de procedimentos para o registro empresarial e emissão de alvará eletrônico. O sistema, viabilizado pela Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, permite que mais de 90% dos registros empresariais sejam concluídos em menos de 72 horas. O anúncio foi feito na cerimônia de entrega do certificado de adesão a 38 prefeituras que já utilizam o sistema de emissão de alvará eletrônico, nesta terça-feira (6/2), no Palácio Guanabara.

O governador também destacou que a facilitação da vida dos micros, pequenos e médios empresários é vital para a recuperação da economia fluminense.

– Eu pessoalmente vou fazer um chamamento a cada um desses 54 municípios, para ver por que ainda não aderiram ao sistema. Porque não tem nada melhor do que você facilitar a vida de quem vai gerar emprego e proporcionar renda – destacou Pezão.

Ao lembrar as dificuldades enfrentadas pelo Estado nos últimos anos, o governador reafirmou que para a recuperação da economia não há outro caminho que não o apoio aos empresários. Pezão ressaltou que a negociação em Brasília para a adesão do Rio ao Regime de Recuperação Fiscal também foi essencial para a retomada da economia fluminense, e o Rio, à frente da discussão do plano, criou um marco no país.

– Em janeiro, a arrecadação cresceu cerca 12,5%. Tenho certeza de que o estado do Rio vai virar o jogo no que ele tem de mais forte, que são os micros e pequenos empresários, no setor de serviços e no turismo – salientou Pezão.

O presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, parabenizou o governo do estado e lembrou a parceria do Rio no esforço de simplificação do ambiente de negócios.
– Durante o trabalho de divulgação da RedeSimples, tivemos um apoio muito firme do governo do Rio, que tinha convicção que desburocratizar era o caminho. Hoje, estamos aqui dentro de um sistema de integração que prioriza as reais necessidades – comemorou.

Como exemplo, o presidente destacou a emissão de alvará dos bombeiros por autodeclaração para atividades de baixo risco.

– Mais de 90% dos empreendimentos são de baixo risco. Com a autodeclaração, o Corpo de Bombeiros pode focar sua fiscalização nas atividades que realmente necessitam de acompanhamento – disse.

Convênio
Na cerimônia, foi assinado convênio entre a Jucerja e a Secretaria de Fazenda para simplificar o processo de registro empresarial, permitindo a troca de informações cadastrais no sistema Regin, eliminando a necessidade de um documento para as empresas – o Documento de Cadastro do ICMS (Docad). O convênio possibilita o acesso a pesquisas mútuas interligadas entre a base de dados da Junta Comercial e da pasta, com o objetivo de gerar informações necessárias a viabilizar o registro empresarial na Jucerja e ainda permitir as emissões dos números de inscrição no CNPJ e a inscrição estadual pela secretaria, além da emissão do alvará de funcionamento, pelos municípios.

O secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, Christino Áureo, parabenizou o esforço dos prefeitos e dos secretários municipais na parceria com o Governo do Estado para a simplificação do ambiente de negócios. O secretário ressaltou que a Jucerja registrou, em 2017, a abertura de mais de 50 mil empresas contra o fechamento de cerca de 18 mil.

– O dia de hoje é muito significativo, graças à integração das prefeituras nesse esforço de desburocratização. É com a união dos entes federativos que teremos força para recuperar a economia fluminense, que já apresenta sinais de melhora. É o ponto de virada para o Estado que nos últimos anos, mesmo com a crise, continuou trabalhando e cumprindo com suas obrigações junto à população fluminense – afirmou Áureo.

O presidente da Jucerja, Luiz Velloso, anunciou que, em breve, haverá mais simplificação no processo, já que está prevista a integração com a Secretaria do Ambiente, processo inédito no país.

Desde agosto do ano passado, a Junta Comercial implantou um novo sistema de registro digital, além de lançar um novo site. As melhorias permitiram agilizar o processo, tornando-o 100% digital.

– Hoje, um empresário, com um dispositivo digital, pode assinar o seu contrato de qualquer lugar do planeta. Isso é reduzir a burocracia. Quando o governador Pezão nos deu a missão de reduzir o prazo de registro de empresas, toda a equipe da Jucerja mergulhou no processo e hoje, após três anos, 78% dos processos submetidos a registro na Junta Comercial são liberados em até 48 horas. Isso era impensável antes da era digital. A nossa meta é atingir 90%, no mínimo, de processos liberados em 48 horas, e 100% dos processos em 72 horas – revelou Velloso.

Fonte: Subsecretaria de Comunicação do Governo do Estado do Rio de Janeiro