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Simplificação é o primeiro passo para a Reforma Tributária

23-05-2017

São Paulo –  O primeiro passo para a realização de uma reforma tributária no Brasil é a simplificação dos sistemas de tributação, afirmou nesta segunda-feira (22) o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante audiência pública sobre o tema promovida na Assembleia Legislativa de São Paulo pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo e Combate à Guerra Fiscal (Frepem). De acordo com Afif, o Sebrae vem contribuindo para a simplificação, investindo R$ 200 milhões junto à Receita Federal, permitindo a criação de dez sistemas que irão diminuir a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de formalização.

Segundo Afif, a Receita privilegia o sistema de arrecadação e não de simplificação. Ele destacou que as medidas para melhorar o sistema existente hoje podem ser tomadas mesmo antes de uma reforma tributária mais ampla. Citou, por exemplo, a padronização das notas fiscais eletrônicas estaduais, o que representará uma redução da complexidade para administração contábil das empresas.

De acordo com Afif,  o Simples Nacional – destinado aos pequenos negócios e que unifica oito impostos em uma única guia de pagamento – é um modelo a ser seguido na simplificação. “Houve resistência quando o Simples foi implementado, sob a alegação de que poderiam ocorrer perdas na arrecadação, mas ocorreu justamente o contrário”, disse. Ele destacou que o Simples também é um modelo de distribuição de impostos entre União, estados e municípios. Afif também lembrou as iniciativas que ocorreram para prejudicar o regime Simples, como a implementação da substituição tributária nos estados. “A substituição tributária foi muito mais nefasta do que positiva”, ressaltou, acrescentando que o Sebrae está apoiando as discussões de reforma tributária na Câmara, inclusive com a cessão de técnicos da instituição especialistas no tema.

O deputado federal Luiz Carlos Hauly, relator especial que analisa a proposta da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados,  ressaltou que as incongruências do sistema tributário brasileiro afetam de forma decisiva o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Fizeram do nosso sistema um verdadeiro manicômio tributário, que conspira contra o crescimento econômico”, disse o deputado.  O modelo proposto por Hauly contempla a extinção de tributos que vigoram hoje e a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA) Nacional, acrescido do Imposto Seletivo Monofásico (ISM), que abrangeria setores como energia elétrica, comunicações, veículos, cigarros e bebidas. A manutenção do Supersimples está contemplada nessa proposta.

O deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frepem – Frente Parlamentar do Empreendedorismo e Combate à Guerra Fiscal, entregou ao relator a “Carta de São Paulo”, com pontos defendidos pela entidade na reforma tributária. Entre eles, o fim da guerra fiscal e a redução da carga tributária entre os estados. Há ainda o interesse na inserção do Simples Nacional no sistema tributário nacional.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Ampliação de crédito é essencial para desenvolver os pequenos negócios

22-05-2017

São Paulo – A ampliação de crédito é essencial para o desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil, afirmou nesta segunda-feira (22) o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante a abertura do 12º Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Fiesp, em São Paulo. “O problema de crédito no Brasil é muito sério, já que temos um sistema financeiro brutalmente concentrado, que não estimula a competição. O setor hoje se resume a apenas cinco bancos, que são grandes demais para emprestar aos pequenos”, disse.

Afif ressaltou que, atualmente, a relação entre as empresas e os bancos é impessoal e há dificuldade de acesso ao crédito para os pequenos negócios. “Os sistemas criados por conta dos acordos de Basileia, que exigem compliances extremamente complexos, fazem com que somente as maiores empresas sejam atendidas, enquanto as pequenas empresas não conseguem atender a essas exigências”, ressaltou, lembrando os altos spreads cobrados das pequenas empresas, sob a alegação de falta de informações. “A taxa básica de juros já é alta, mas o problema não é esse e sim a distância entre a Selic e a taxa real cobrada do pequeno empresário”, assinalou.

O presidente da Fiesp e do Conselho Deliberativo do Sebrae em São Paulo, Paulo Skaf, também abordou as dificuldades enfrentadas pelas pequenas indústrias para obterem financiamento. Um dos pontos destacados por ele foi a dificuldade de obtenção da Certidão Negativa de Débito (CND) em operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A implantação da Empresas Simples de Crédito (ESC) – aprovada dentro do projeto Crescer Sem Medo, mas posteriormente vetada pelo governo por sugestão do Banco Central – foi destacada pelo presidente do Sebrae como uma saída para oferecer crédito mais barato para as pequenas empresas. “O ESC abre a possibilidade de o cidadão emprestar recursos próprios para a produção local, ou seja, eliminar a intermediação financeira”, disse. “Nós não queremos prestigiar a agiotagem e sim concorrer com a agiotagem oficial. É só olharmos as taxas de juros praticadas pelo mercado”, ressaltou. De acordo com Afif,  está em fase final a negociação com o BC para que a ESC seja regulamentada. Ele também destacou o apoio do Sebrae às cooperativas de crédito.

Afif destacou ainda a liberação de R$ 5 bilhões de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o crédito voltado às micro e pequenas empresas, com juros mais palatáveis que os cobrados pelo mercado.  E lembrou que, para ajudar a liberação de recursos para os pequenos negócios, o Sebrae implantou o projeto Senhor Orientador. “Hoje, não se dá mais crédito olhando no olho, mas na tela do computador. Por isso, o Sebrae contratou consultores especiais, que são ex-gerentes com mais de 60 anos e pelo menos dez anos de experiência na concessão de financiamentos em agência. É a voz da experiência”, disse.

O Congresso MPI tem como tema Indústria, Encontre Seu Lugar no Futuro e busca apresentar formas e alternativas para um novo posicionamento das empresas diante dos desafios do mercado.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Pequenos negócios asseguram geração de empregos no Brasil

16-05-2017

Brasília – As micro e pequenas empresas foram as responsáveis por 92% das vagas de trabalho criadas no mês de abril. Do total de 59,8 mil novos empregos, 54,9 mil foram oriundos desse segmento de empresas. O número é mais de 20 vezes superior ao das médias e grandes, que incorporaram aos seus quadros 2.594 funcionários. A Administração Pública foi responsável pela contratação de 2.287 novos servidores. Os dados são do levantamento feito mensalmente pelo Sebrae com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destacou que os pequenos negócios têm sido os responsáveis pela manutenção de empregos no Brasil desde o início do ano.  Ele lembrou que no primeiro quadrimestre do ano, os pequenos negócios aumentaram seus quadros de funcionários em 104,6 mil, enquanto que as médias e grandes apresentaram um saldo negativo de 129,4 mil. “Apesar das micro e pequenas empresas quase não serem lembradas nas políticas econômicas são elas que estão dando resposta à geração de emprego e renda”, enfatizou.

No mês passado, os pequenos negócios apresentaram saldo positivo em todos os setores. Quem mais gerou vagas foram as empresas do setor Serviços, com a criação de 30,2 mil postos de trabalho. Em segundo lugar ficou a Agropecuária, com a geração de 7 mil novas vagas de emprego. Já os pequenos negócios que atuam no Comércio geraram 6,9 mil novas vagas de empregos, enquanto os da Indústria registraram criação de 4,3 mil empregos. “O Comércio interrompeu uma sequência de saldos negativos que vinham sendo apresentados desde o início deste ano. Essa pode ser uma boa sinalização de recuperação”, destacou Afif.

Em abril, no ranking por estado, quem mais gerou vagas foi São Paulo, com 23,8 mil novos postos de trabalho, seguido por Minas Gerais, com 9,4 mil postos. Apenas cinco das 27 Unidades da Federação registraram saldos negativos de empregos. Foram elas: Rio Grande do Sul, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte e Acre. Juntas elas apresentaram um saldo negativo de 1,5 mil.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Brasileiro volta a empreender motivado por oportunidade

15-05-2017

Brasília – Vislumbrar uma oportunidade voltou a ser comum entre os que se preparam para abrir um negócio. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2016, apoiada pelo Sebrae e realizada pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), 75% dos empreendedores nascentes – aqueles que estão envolvidos na abertura de uma empresa – buscaram esse caminho porque encontraram um nicho.

 No ano anterior, metade das pessoas com empresas recentes, investiram no próprio negócio por causa da necessidade. O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destaca que essa mudança no perfil dos novos empreendedores pode revelar um início de reação positiva da economia. “Um país vai se desenvolver no futuro se tiver pessoas querendo empreender hoje. O aumento do empreendedorismo por oportunidade demonstra uma luz no fim do túnel, é o início da volta do crescimento econômico”.

 Apesar do empreendedorismo por oportunidade fazer parte do universo de quem quer abrir um negócio nos próximos meses, a pesquisa GEM revelou que houve uma pequena queda da taxa de empreendedorismo do brasileiro no ano passado, caindo de 39% em 2015 (a maior da série histórica) para 36%, em 2016. Essa diminuição tem como um dos seus principais motivadores a queda no número dos empreendedores já estabelecidos, ou seja, aqueles que já tinham uma empresa há mais de três anos e meio.

 “As dificuldades econômicas passadas nos últimos anos fizeram com que muitas empresas fechassem as portas, por isso houve essa diminuição na taxa total de empreendedorismo. Acreditamos que com a inflação estabilizada, a queda dos juros e o aquecimento da economia, o brasileiro volte a sonhar mais com o empreendedorismo”, ressalta Afif.

A pesquisa também constatou que as mulheres já correspondem a 51% dos empreendedores iniciais, e que está aumentando o número de pessoas com mais de 55 anos que se aventuram no mundo dos negócios. De acordo com o estudo, em 2012, 7% dos empreendedores iniciais tinham mais de 55 anos. Em 2016, esse número saltou para 10%. Já entre a participação dos brasileiros empreendedores que têm entre 18 e 24 anos, passou de 18%, em 2012, para 20%, em 2016.

A GEM

A pesquisa GEM é parte do projeto Global Entrepreneurship Monitor, iniciado em 1999 com uma parceria entre a London Business School e o Babson College, abrangendo dez países no primeiro ano. Em 2016, participaram 66 países, cobrindo 70% da população global e 83% do PIB mundial. No Brasil, a pesquisa é feita desde 2000, e no ano passado foram entrevistados 2 mil adultos entre 18 e 64 anos de todas as regiões do país e 93 especialistas em empreendedorismo.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Identificação Civil Nacional ajudará a combater fraudes

11-05-2017

Brasília – O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, ressaltou a importância da Identificação Civil Nacional (ICN),  número que irá consolidar os dados dos cidadãos e que servirá como documento único de identificação. De acordo com a nova lei, além da ICN, os brasileiros precisarão apenas de outros dois números: o da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o do passaporte. Ele participou da solenidade de sanção da lei pelo presidente Michel Temer, nesta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto.

Afif é um dos principais defensores do projeto, que foi idealizado por ele enquanto esteve à frente do Conselho Deliberativo do Programa Bem Mais Simples, do Governo Federal. O presidente do Sebrae destacou que a utilização da mesma base de dados pelos poderes Judiciário e Executivo irá ajudar a melhorar a segurança das instituições e fornecer dados mais confiáveis. “A identificação única é um grande passo no combate à fraude. Apenas no sistema financeiro estimam-se perdas de R$ 60 bilhões por ano com empréstimos a pessoas inexistentes”.

Segundo Afif, a batalha agora é pelo cadastro único, também para as empresas. Ele ressaltou que a lei ajudará no processo de desburocratização que o Brasil vem promovendo. “O cidadão é um só. Se ele é um só, por que precisa ter tanto número de identificação? É necessário apenas um único número de identificação”, defendeu.

Quem será responsável pela organização da base de dados nacional com as informações dos cidadãos brasileiros será a Justiça Eleitoral, que vem desde 2008 fazendo o cadastramento biométrico dos eleitores. O documento ainda não tem previsão de começar a ser emitido. Após o início da emissão, os brasileiros só precisarão pedir o novo número após o vencimento de documentos que já possuem.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Ceilândia recebe o Mutirão da Simplificação

10-05-2017

Brasília – Até sábado (13), os empreendedores que moram na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal,  poderão regularizar a situação das suas empresas ou se formalizar como microempreendedores individuais (MEI). O Sebrae promove, em frente ao Restaurante Comunitário da Ceilândia, a Semana do MEI, juntamente com  mais uma edição do Mutirão da Simplificação.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destacou que o MEI é o maior programa de inclusão social e econômica do mundo e que, atualmente, mais de sete milhões de pessoas já se registraram nessa modalidade de pessoa jurídica. “O número de microempreendedores individuais que temos é o dobro da população do Uruguai. O MEI foi criado para tirar muitos empreendedores da marginalidade. Esta é uma oportunidade que estamos dando para aqueles que trabalham de forma escondida possam se formalizar”, destacou.

O evento conjunto pretende incentivar a formalização e regularização de microempreendedores individuais (MEI) e de micro e pequenas empresas. Também é possível fazer capacitações, abrir uma empresa e pegar orientações.  No local, os empresários podem receber orientações sobre registro, licenciamento e fechamento de forma simplificada, utilizando o sistema RLE (Registro e Licenciamento de Empresas), com atendimento presencial e personalizado. Também estão sendo oferecidas oficinas, palestras, seminários, consultorias e clínicas.

Pesquisa MEI

De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae, entre fevereiro e março deste ano, o índice de recomendação do programa do microempreendedor individual foi de 72%. O estudo ainda revela que 78% afirmam que a formalização contribuiu para que eles passassem a vender mais, 77% dos microempreendedores individuais têm a atividade como sua única fonte de renda e 74% indicam que a formalização propiciou melhores condições de compra.

A pesquisa do Sebrae também apontou que, apesar de todas as dificuldades e da própria situação econômica, praticamente um em cada dois microempreendedores individuais ainda se mostra otimista com as perspectivas de faturamento: 46% acreditam que irão faturar mais de R$ 60 mil nos próximos anos.

Veja o recado do presidente do Sebrae sobre a Semana MEI

Quem são os MEI:

 – 44% dos MEI empreendem em casa

– 1 em cada 2 deles (47%) possui Ensino Médio

– 49% são negros, 47% brancos, 3% amarelos e 1% índio

– A renda média familiar é de R$ 3.926

– 54% são homens

– A média de idade é de 43 anos

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Sebrae investirá R$ 45 milhões em fundos para pequenos negócios

10-05-2017

Rio de Janeiro – O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, anunciou na tarde desta terça-feira (9) que o Sebrae vai destinar R$ 45 milhões para  Fundos de Investimento em Participação (FIP) voltados para empresas inovadoras.  “O Sebrae pode fazer a diferença em várias situações que hoje se apresentam no ecossistema do capital empreendedor”, disse Afif, em participação no painel Rumos do Empreendedorismo: Inovação, Tecnologia e Exportação, na Rio Money Fair, no Centro de Convenções da Bolsa do Rio.

Sobre esse investimento, Afif sinalizou que os fundos elegíveis precisam atender a uma série de características, entre elas investir em pequenos negócios inovadores que já participam de projetos e de atividades do Sebrae, tais como os projetos Capital Empreendedor, Startup Way, plataforma Sebrae Like a Boss, além do apoio ao programa Inovativa Brasil.

O evento reúne, até quarta-feira (10), cerca de mil participantes entre investidores de diversos portes, gestores de recursos e profissionais do mercado financeiro, entre outros. O Sebrae tem um estande no evento e ficou encarregado por dois painéis sobre investimentos em negócios com alto potencial de crescimento.

Afif destacou ainda as iniciativas comandadas pelo Sebrae para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, como o capítulo da LC 155 (Crescer Sem Medo) que regulamentou o investimento-anjo em startups, que, entre outros pontos, separa a figura do investidor dos sócios, permitindo que as empresas permaneçam no Simples (caso o faturamento permaneça nessa faixa), além de criar mais segurança jurídica.

“Estamos trabalhando para melhorar o ambiente de negócios no Brasil, que é hostil para os empreendedores. Nós fizemos da regulação uma regra e da liberdade uma exceção”, declarou Afif, que dividiu a mesa de debates com José Roberto Aranha, vice-presidente da Anprotec;  Fabiano Gonçalves, secretário de Desenvolvimento de Niterói; Flávio Pripas, CEO da Cubo; e Jonas Gomes, Sócio da Bozzano Investimentos.

Os aspectos positivos e negativos da nova legislação para o investimento-anjo foram o principal tema do painel coordenado pelo Sebrae nesta terça. Moderado pelo gestor de Projetos Startup do Sebrae, Paulo César Andrade, o painel teve as presenças do investidor João Kepler Braga, da Bossa Nova Investimentos; da advogada Priscila Titelbaum, sócia do escritório Neolaw; e de Luiz Carlos Correa, da startup Rede Livre, do segmento de máquinas de cartão de crédito e débito. Os participantes destacaram que o investimento-anjo na LC 155 é um avanço indiscutível, e que é importante debatê-la para que a regulamentação melhore cada vez mais.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Redesimples vai acelerar abertura de empresas no Rio

10-05-2017

Rio de Janeiro – A cidade do Rio de Janeiro está perto de implementar a Redesimples, o que irá reduzir o tempo de abertura de empresas no município. O início da operação da rede foi acertada nesta terça-feira (9) em uma reunião no Palácio da Cidade, em Botafogo, que contou com a participação do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e do governador Luís Fernando Pezão.

De acordo com Afif, em 30 dias os primeiros resultados para a implantação da Redesimples já serão conhecidos. “Se queremos gerar empregos, temos que criar empresas e, para isso, temos que reduzir? a burocracia”, destacou. “É necessário vontade política para implementar a simplificação, porque toda ação de desburocratização causa uma reação”, acrescentou.

Afif lembrou que o processo de simplificação de abertura de empresas começou a funcionar na segunda-feira (8) em São Paulo e que a proximidade do Rio implantar a Redesimples vai melhorar a  posição do Brasil no ranking do Banco Mundial. “O índice se baseia no desempenho do Rio e São Paulo. Ou seja, a simplificação nessas duas cidades vai contribuir para a competição do país, além de servir de exemplo para outros municípios seguirem o modelo”.

O presidente do Sebrae disse que o Rio já está avançado em processos de simplificação, mas ainda faltam gargalos a serem resolvidos. Ele ressaltou a importância de todas as esferas de governo – municipal, estadual e federal – estejam integradas para integrar os sistemas para implementar a Redesimples. O Sebrae, de acordo com Afif, vai apoiar esta mudança.

O prefeito do Rio também destacou que a redução da burocracia na abertura de empresas vai contribuir para a retomada na geração de empregos. O governador Pezão igualmente destacou a Redesimples como fator de desenvolvimento e geração de empregos. Segundo ele, o governo estadual vai contribuir em áreas como o licenciamento ambiental e do Corpo de Bombeiros.

A Redesimples tem como objetivo facilitar e agilizar o processo de formalização de empresas em até cinco dias, ao promover a integração entre Junta Comercial, Receita Federal, Secretaria de Fazenda, órgãos de licenciamento, prefeituras e demais entidades envolvidas na formalização de empresas. O objetivo é estabelecer uma entrada única de dados cadastrais e documentos, extinguir a duplicidade de exigências feitas aos empresários/cidadãos e classificar as atividades empresariais de baixo risco, que poderão ser legalizadas sem necessidade de vistoria prévia por parte dos órgãos de licenciamento.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Nova diretoria da FNP resgata os pequenos negócios como agentes de desenvolvimento

27-04-2017

Brasília – O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, participou da posse da nova diretoria da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), na tarde desta quarta-feira (26), no IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), que acontece até a próxima sexta-feira (28), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Também participaram da solenidade o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; o ex-presidente da FNP, Márcio Lacerda; e o novo presidente da Frente, o prefeito de Campinas,  Jonas Donizette Ferreira.

Afif destacou que o Sebrae e as prefeituras têm um importante papel no incentivo ao empreendedorismo. “Pequenas empresas e municípios são sinônimos. Todo prefeito tem imensa responsabilidade nas políticas públicas e sociais, e não existe política pública de sucesso se ela não gera trabalho e renda”, afirmou Afif, ao falar que quem segura o emprego no Brasil e nas cidades são os pequenos negócios.

O novo presidente da FNP, Jonas Donizette Ferreira, disse que vai continuar com o espírito colaborativo e que quer manter as parcerias que estão permitindo o desenvolvimento dos municípios. “Vamos construir juntos as soluções para os problemas da população. Nós, prefeitos, temos a obrigação de sermos transparentes. Quem foi eleito, foi eleito para resolver problemas”.

RedeSimples

O presidente do Sebrae ainda ressaltou que é importante que as prefeituras se empenhem para implantar a Redesimples –  sistema integrado de abertura e registro de empresa. De acordo com ele, é necessário modernizar a atual estrutura que faz com que o tempo de abertura de uma empresa seja de mais de cem dias. “Temos que derrubar as barreiras que impedem o surgimento e o crescimentos das empresas. Temos que ter um pacto para criar meios para desenvolver os pequenos. Se queremos criar empregos, temos que criar empresas”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Simplificação é desafio para os municípios

25-04-2017

Brasília – O Sebrae vai atuar ao lado de todos os prefeitos e governadores para contribuir com a simplificação do país. O desafio foi proposto pelo presidente da instituição, Guilherme Afif Domingos, na abertura do IV Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (EMDS), nesta terça-feira (25), no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, que reúne gestores municipais de todas as regiões até a sexta-feira (28).

“Hoje, não tenho dúvidas, o Brasil está do lado complicado”, destacou Afif, ao fazer uma comparação sobre o que é simples e o que é complicado. “O que é simples é rápido, o que é complicado é lento; o que é simples beneficia milhões, o que é complicado prejudica milhões; o que é simples é unanimidade, até porque hoje ninguém é contra a simplificação de processos, o que é complicado é extremamente polêmico; o que é simples atrai, o que é complicado afasta”, disse o presidente do Sebrae, acrescentando que o grande desafio é a formalização simplificada como garantia de crescimento econômico.

Durante a abertura do EMDS, Afif destacou ainda a importância das micro e pequenas empresas no desenvolvimento local e regional. Segundo ele, é imprescindível que os gestores elaborem leis e ações que facilitem e incentivem o empreendedorismo no Brasil. “O Brasil de cima para baixo não deu certo. O que vai dar certo é o Brasil de baixo para cima. Não existe governo ruim para um povo organizado. Não podemos desprezar essa crise, ela tem que ser mobilizadora da sociedade”, ressaltou, lembrando que no primeiro trimestre deste ano apenas as micro e pequenas empresas apresentaram um saldo positivo de geração de empregos.

Para o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Márcio Lacerda, a proposta da entidade é disponibilizar para os gestores um espaço de debates e acesso a experiência. “No momento de restrições orçamentárias, impõe-se aos prefeitos a busca por ações inovadoras, a reinvenção do financiamento e da governança das cidades”.

Também participaram do evento o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) e Ricardo Barros (Saúde).

O que é

O EMDS é considerado o maior evento de sustentabilidade urbana do país, e tem como objetivo discutir soluções para desenvolver a economia das cidades brasileiras, entre elas, o empreendedorismo. Nessa ano foi eleito como tema novas formas de financiamento e de governança das cidades. O Sebrae  é um dos realizadores do evento, em parceria com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). A expectativa é que cerca de dez mil pessoas, entre elas mais de 500 prefeitos, participem dos quatro dias de atividades.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias