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Conselhão debate avanços da desburocratização com o Redesim

28-11-2018

A Rede Nacional para a Simplificação do registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) foi um dos mecanismos essenciais para modernizar a administração pública do atual governo. A afirmação foi do ministro da Casa Civil, Elizeu Padilha, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), realizada na manhã desta quarta-feira (28), no Palácio do Planalto. O encontro teve a presença do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, integrante do Conselho e um dos idealizadores do Redesim. 

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), conhecido como Conselhão, é um colegiado, criado há 15 anos, composto por 96 representantes da sociedade civil. Guilherme Afif Domingos foi reconduzido ao colegiado há duas semanas, como representante das micro e pequenas empresas. A reunião desta quarta-feira, a última do ano, contou com a presença do presidente Michel Temer, vários ministros e integrantes da equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

No encontro, Padilha fez um balanço das atividades do governo, ressaltando que a partir das recomendações dos conselheiros do CDES, o governo desenvolveu 65 ações, sendo que 49 já estão implantadas. Uma delas foi o Redesim. “Hoje estão presentes em 80% do país”, afirmou o ministro. A primeira instalação do sistema de simplificação do registro e legalização de empresas aconteceu em maio de 2014, quando Guilherme Afif estava à frente da Secretaria de Micro e Pequena Empresa.

“Temos que modernizar e facilitar, principalmente para as micro e pequenas empresas, pois são elas as maiores geradoras de empregos no país atualmente. São elas que levam o Brasil nas costas”, afirmou Afif, se referindo à instalação da Redesim em quase todo o território nacional. Na última reunião do Conselhão, os grupos de trabalho colegiado entregaram ao presidente Temer uma série de sugestões, assim como à equipe de transição do próximo governo.   

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Falta de qualificação e burocracia afetam exportações dos pequenos negócios

12-11-2018

Sem o planejamento adequado, o dono de pequeno negócio que alcança o mercado externo, acaba por desistir da exportação. É o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae, que mapeou os obstáculos que desmotivam os empresários de micro e pequeno porte a manter vendas para fora do país. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, mais de dois mil empreendimentos que exportaram em 2015 deixaram de exportar nos anos seguintes. Segundo o estudo do Sebrae, os principais entraves identificados pelo estudo foram a falta de preparação dos empresários para atuarem no mercado externo, a burocracia administrativa e a complexidade dos procedimentos de exportação. Na pauta  dos produtos mais exportados por pequenas empresas brasileiras estão: moda feminina, pedras preciosas, calçados, móveis, produtos de perfumaria, entre outros.

A pesquisa revelou que 61% dos empresários entrevistados afirmaram não conhecer os acordos internacionais e 83% admitiram que não tinham realizado nenhuma capacitação voltada para o comércio exterior. Para 71% dos empresários que exportavam até 2015, o principal argumento citado como motivação (71%) para vender para o mercado externo foi a identificação de uma demanda internacional. Ao mesmo tempo, a retração do interesse do mercado estrangeiro foi apresentada por 46% dos entrevistados como o motivo mais relevante que os fez deixar de exportar. “Esse comportamento mostra que o dono do pequeno negócio que atua no comércio exterior não chega a se planejar para conquistar esse espaço de forma consistente. Sua presença no mercado internacional depende principalmente do interesse de compradores”, analisa o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Ainda segundo a pesquisa do Sebrae, 83% dos empresários entrevistados não receberam nenhum apoio governamental para exportar seus produtos. Apesar disso, 78% dos empreendedores têm planos de voltar a negociar produtos ou serviços para o exterior. A maior parte dos pequenos negócios que exportaram seus produtos (57%) vendeu até R$ 50 mil. “O Brasil tem um enorme mercado consumidor. É natural que uma parte significativa do empresariado se concentre em direcionar atuação apenas ao consumo interno. O problema é que se a empresa não for competitiva para exportar, ela não vai ser competitiva para sobreviver no mercado interno. É fundamental aumentar a competitividade, o valor agregado dos produtos. Pra isso, a pequena empresa tem que se preparar e focar na produção e qualidade do seu produto. E por isso, o Simples Internacional é tão importante para os empresários de pequenos negócios”, ressalta Afif, em referência ao regime simplificado de exportação para as MPE optantes do Simples. Criado em 2016, o sistema prevê a habilitação de operadores logísticos para simplificar os procedimentos de exportação para os pequenos negócios. O Operador Logístico Internacional oferece logística integrada, recolhendo o produto a ser exportado pelo pequeno empresário e entregando para o seu cliente no exterior, assumindo todas as responsabilidades aduaneiras com relação à custódia de mercadoria, emissão de documentos, despacho aduaneiro, transporte interno e transporte internacional, deixando o empresário livre para cuidar de seu negócio, sem se preocupar com a tramitação burocrática. A pesquisa do Sebrae mostrou que apenas 28% dos empresários que já exportaram conhecem o Simples Internacional, que conta atualmente com dois operadores habilitados.

Veja mais informações sobre o estudo na página da Agência Sebrae de Notícias.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Orientação para MEI abre Semana Nacional de Crédito em São Paulo

06-11-2018

A Semana Nacional de Crédito foi aberta oficialmente em São Paulo, nesta segunda-feira (5), com o evento “Orientação de Microcrédito para o Microempreendedor Individual”, realizado na comunidade de Heliópolis, na capital paulista. Além do Sebrae, sete instituições bancárias participam da iniciativa. O evento contou com uma oficina de orientação do microcrédito para o público MEI, com consultores do Sebrae e do Bradesco.

“O grande desafio do microcrédito é este, estar dentro da comunidade, que é onde temos uma incrível atividade econômica, mas grande parte na informalidade. O primeiro passo é formalizá-los, transformá-los em empresários. Depois, vem o desafio de acessar o crédito e alguns bancos se predispõem a trazer linhas de créditos sem exigência de garantias reais a custos compatíveis”, explicou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante a abertura do evento.

As orientações aos microempreendedores acontecerão ao longo do mês de novembro, período em que pequenas empresas podem regularizar sua situação junto a bancos, contratar novos financiamentos, ter acesso a tarifas de serviços mais baratas e parcelar débitos no Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS). “O foco é a orientação do MEI, trabalhar a questão de planejamento, seja para capital de giro ou outro investimento, conscientizar sobre a questão do crédito tomado de forma consciente”, comentou a consultora do Sebrae, Magda Calegari.

Entre as atividades previstas, o Sebrae lidera ações de gestão financeira de pequenos negócios, como rodadas de crédito, oficinas, mutirão de atendimento e orientações. Os bancos do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco, Santander, Nordeste e Banco da Amazônia já estão aptos a iniciarem suas operações junto aos micro e pequenos empresários.

Na oportunidade, o gerente de nicho de MicroEmpreendedor Individual do Bradesco, Carlos Fernando Fonseca, abordou como a parceria com o Sebrae favorece todo o ciclo empresarial, tanto na consultoria para a formalização dos pequenos negócios quanto no acesso aos serviços bancários. “Trabalhamos em uma cooperação técnica, onde o Bradesco e o Sebrae unem forças para que a gente consiga fazer os microempresários terem melhor acesso, não só às linhas de créditos, mas à bancarização como um todo”, concluiu.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Programa de desenvolvimento de lideranças do Sebrae chega a 550 municípios

30-10-2018

Estimular a criação de um ambiente favorável aos pequenos negócios para o desenvolvimento regional sustentável. Esse é o objetivo do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (Lider), uma metodologia de mobilização, qualificação e integração de lideranças que o Sebrae vem implementando, há 10 anos, em diferentes estados do país. Atualmente, essas lideranças regionais já somam mais de 1.300 pessoas entre gestores públicos, empresários, representantes de entidades de classe e de organizações da sociedade civil. A partir da quarta-feira (31), esses líderes passam a contar com uma plataforma online de integração profissional, onde poderão compartilhar experiências, conteúdos relevantes e reforçar o engajamento.

O Sebrae desenvolve, nesse momento, 39 projetos relacionados ao Lider em 19 estados, abrangendo 550 municípios. Por meio do programa, as lideranças locais são identificadas e convidadas a debater intensamente questões que se harmonizam com as particularidades e potencialidades da região, elegendo prioridades que passam a compor a estruturação e formulação de um Plano voltado ao desenvolvimento sustentável da região.

“Com a disponibilização desta plataforma, os 1.300 líderes envolvidos no programa poderão compartilhar projetos, estratégias, artigos, fotos, vídeos e outros conteúdos; participar de transmissões ao vivo; realizar enquetes online, entre outras ações. Tudo com o objetivo de potencializar a interação e integração entre os participantes. Com isso, mobilizar recursos e impulsionar o desenvolvimento da região”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Exemplos
Um exemplo real do trabalho desenvolvido pelo Programa Lider pode ser encontrado na região Sudoeste de Minas Gerais, que abriga três importantes conjuntos de riquezas naturais: a Serra da Canastra; a Bacia do Médio Rio Grande e o Lago de Furnas. Apesar das condições geográficas privilegiadas, até pouco mais de três anos atrás o desenvolvimento era estagnado na região. Havia na comunidade local um sentimento era de apatia, de falta de perspectivas. Em abril de 2015, o Programa começou a ser implantado na região com apoio do Instituto Votorantim, da Votorantim Metais, da Votorantim Cimentos, da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (AMEG). Ao longo de dois anos, o Lider realizou um trabalho de desenvolvimento de competências de liderança e planejamento junto aos participantes.

Os resultados podem ser vistos nas áreas do agronegócio, turismo, educação e tecnologia. No setor da educação, o Programa abraçou a bandeira da educação cooperativista, financeira e empreendedora. No segmento do agronegócio, o programa proporcionou o fomento à fruticultura e a aceleração na implantação do Serviço Municipal de Inspeção (SIM) e Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). No eixo do Turismo, as cidades se integraram para buscar organização e normatização para a atividade, a fim de dar sustentabilidade ambiental e econômica para os empreendimentos e municípios nas áreas da Serra da Canastra e Lago de Furnas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Sebrae e organizações dos setores de Comércio e Serviços vão ao STF contra a Substituição Tributária do ICMS

24-10-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, juntamente com representantes de oito organizações dos setores do comércio e serviços, estiveram, nesta quarta-feira (24), em audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo do encontro foi apresentar ao ministro o apoio do Sebrae e demais instituições à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra a substituição tributária do ICMS no Simples Nacional. O ministro Gilmar Mendes é relator da ação no Supremo.

O Sebrae tornou-se, juntamente com as entidades setoriais, amicus curiae na Ação da OAB. Essa expressão jurídica é utilizada para designar instituições que se disponibilizam a fornecer subsídios às decisões dos tribunais, oferecendo melhor base para questões relevantes e de grande impacto. Participam da iniciativa, além do Sebrae, a Fenacon e a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), formada pelas entidades Abras, Abad, Abrasel, Afrac, Alshop, Anamaco, CACB e CNDL. A ADI se opõe ao regime de substituição tributária das micro e pequenas empresas e defende que, na prática, esse modelo faz com que as pequenas empresas paguem mais do que as grandes empresas. A necessidade do recolhimento prévio do ICMS, previsto na substituição tributária, aumenta o custo das atividades dos pequenos negócios, que representam 98% das empresas brasileiras.

Durante a audiência, o presidente Guilherme Afif comentou que as micro e pequenas empresas têm experimentado atualmente um tratamento jurídico diferenciado às avessas, contrariando o previsto na própria Constituição Federal. “Essa é uma distorção jurídica muito profunda. Por isso, nós estamos agora, juntamente com a OAB e todas as entidades que são extremamente representativas no universo da MPE, entrando com esta ação”, acrescentou. Para o presidente do Sebrae, a expectativa é que uma decisão definitiva do STF provoque um impacto tão grande que force o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) a rever suas posições e apostar em uma reforma tributária.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Mais de um milhão de pequenos negócios podem surgir no próximo ano

01-10-2018

Os pequenos negócios têm sido fundamentais, em 2018, para a manutenção do nível de emprego e para a estabilização da economia brasileira. Mesmo com todas as dificuldades, as micro e pequenas empresas (MPE) são as principais responsáveis pela geração de vagas de trabalho formais e devem fechar o ano com um saldo de 600 mil trabalhadores contratados. Para 2019, de acordo com análises feitas pelo Sebrae, a partir de dados da Receita Federal, a expectativa é de que sejam criadas 1,5 milhão de novas empresas (considerando os microempreendedores individuais, as micro e as pequenas empresas). Atualmente, cerca de 98,5% das empresas brasileiras estão nesse segmento, e representam uma importante janela de oportunidade principalmente para os jovens que buscam o primeiro emprego e as empreendedoras, que tentam na atividade empresarial uma forma de compatibilizar as tarefas da casa com as demandas profissionais.

Em 2017, dos 1,4 milhão de brasileiros que conquistaram o primeiro emprego, 755 mil (55%) usaram as micro e pequenas empresas como porta de entrada. E mais uma vez, as mulheres lideraram o preenchimento de vagas, principalmente no Comércio e Serviços, que respondem à 75% dos postos de trabalho criados para quem está entrando no mercado de trabalho. No que diz respeito à atividade do empreendedorismo, o público com idade entre de 18 e 24 anos, já soma 20,3% das pessoas envolvidas na abertura de uma empresa. “Quero montar um negócio de alimentação e fui buscar orientações para isso”, explicou Talita Louzeiro, de 22 anos, que buscou a Feira do Empreendedor do Sebrae, em Belém, para abrir seu empreendimento.

Hoje, as mulheres estão em pé de igualdade aos homens quando se trata da criação de novos empreendimentos. São 23,9 milhões de mulheres que decidiram abrir seu próprio negócio, contra 25,4 milhões de empresários do sexo masculino, entre as micro e pequenas empresas. Graduada em Naturalogia, a empresária Leissa Nunes juntou o útil ao agradável, ao abrir uma clínica de terapias naturais em São José dos Campos (SP). “Trabalhava em outro lugar, mas decidi abrir meu próprio negócio e até já contratei outros profissionais”, conta a empreendedora.

“São as micro e pequenas empresas que estão carregando o país nas costas na última década. Por isso, é fundamental assegurarmos que o Simples Nacional não sofra qualquer revés nos próximos anos, deixando desprotegidos milhões de empreendedores”, alerta o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos. O Simples é um regime tributário facilitado e simplificado para micro e pequenas empresas, previsto na Constituição, que permite o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. A alíquota é diferenciada conforme o faturamento. Esse regime deu fôlego a milhões de empreendedores de diversos setores. Desde 2007, mais segmentos foram incorporados à lista de empresas autorizadas a aderir ao regime simplificado de tributação. Além da unificação dos tributos, o Simples destaca-se como fator de desempate para empresas que concorrem a licitações do governo e facilita o cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias por parte do contribuinte.

Nesta sexta-feira (5) o país celebra o Dia da Micro e Pequena Empresa, em comemoração à aprovação do Estatuto da MPE, por meio da Lei No 9.841, de 1999.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Otimismo do pequeno empresário cresce no 3º tri, mas segue abaixo de março, aponta Sebrae

27-09-2018

A confiança dos pequenos empresários quanto à melhora da economia e do desempenho de seus negócios cresceu nos últimos três meses, mas segue abaixo do patamar em que estava em março, mostra pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) antecipada ao G1.

Dos empresários entrevistados neste mês, 37,6% dizem acreditar que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, contra 33,2% em junho. A fatia, porém, continua abaixo dos 49,2% apurados em março e de 42,9% em dezembro de 2017.

Do outro lado, a parcela dos que apostam em uma piora do cenário econômico caiu de 31,4% em junho para 22,5% em setembro, mas também permanece acima dos 18,5% registrados em março e dos 28,8% de dezembro.

As perspectivas negativas acentuadas em junho refletem especialmente o aumento da incerteza e a sensação de crise gerada pela greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento nos mercados de todo o país no fim de maio, segundo o Sebrae.

Para o presidente da instituição, Guilherme Afif Domingos, se a greve não tivesse ocorrido, o cenário no terceiro trimestre estaria melhor do que o registrado no primeiro. “A greve foi marcante, sim. Imagine alguém que está correndo, pegando embalo e toma um grande tropeção: foi o que aconteceu. Agora estamos tentando recuperar o ritmo de antes”, diz.

Na avaliação dele, a dificuldade para retomar o nível de otimismo observado em março está relacionada à recuperação lenta do mercado de trabalho e ao alto nível de endividamento das famílias, somados à incerteza eleitoral.

Em agosto, 110 mil vagas formais foram geradas no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho. Dessas, 70,8 mil foram em pequenas empresas, de acordo com o Sebrae. Porém, em julho (dados mais recentes), o número de desempregados no país ainda somava 12 milhões, de acordo com o IBGE.

A última edição do estudo mostrou ainda que os empresários do ramo da construção são os mais otimistas, enquanto os da indústria são os mais pessimistas quanto à economia.

Entre os representantes do setor da construção civil, 44,9% acreditam que o cenário econômico vai melhorar, 19,6% acreditam numa piora e 30,5% acham que nada vai mudar. “As pequenas empress obras estão gerando muito emprego para os microempreendedores. Porque as grandes, essas sim, estão paradas”, pontua Afif.

Já entre os representantes da indústria, 36,4% apostam numa economia melhor em 12 meses, 24,1% esperam uma piora e 30,9% acham que o cenário permanecerá como está.

Confiança nos políticos

A política é a principal justificativa tanto para o otimismo, quanto para o pessismo.

Entre os que acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, 68,8% dizem estar confiantes por acreditarem que os novos políticos eleitos poderão melhorar o país. Os outros pontos mais citados são:

  • a economia vem dando sinais de recuperação: 62%
  • aumento do emprego: 36,4%
  • aumento da renda do consumidor: 15,1%

Já entre os que esperam uma piora da economia nos próximos 12 meses, 92,1% dizem que não confiam nos atuais políticos do país. Os outros pontos mais citados são:

  • desemprego ainda está alto: 88%
  • brasileiro está muito endividado e, por isso, compra menos: 83,8%
  • economia não está dando sinais de recuperação: 71,1%
  • país não vai melhorar após as eleições: 69,8%
  • podem ocorrer novas greves: 65,5%
  • pode haver nova greve dos caminhoneiros: 59,4%

Faturamento e emprego

A parcela de pequenos empresários que acreditam que vão conseguir faturar mais nos próximos 12 meses também cresceu em relação a junho (foi de 40,1% para 44,9%), mas segue abaixo do que estava em março (51,8%).

O movimento oposto foi registrado entre os que acreditam que vão faturar menos: agora são 14,8%, contra 21,5% em junho e 13,3% em maio.

Já a parcela dos que acreditam que o faturamento permanecerá o mesmo ficou praticamente estável em relação a junho (36,1% contra 36,6%), mas subiu em relação a março (32,3%).

A maior parte (38,2%) dos entrevistados não pretende contratar nem demitir nos próximos 12 meses. Porém, cresceu levemente em relação a junho a fatia dos que pretendem ampliar o quadro de funcionários (de 17,6% para 20,3%), embora ainda esteja abaixo do apurado em março (26%).

O estudo ouviu 2,9 mil donos de empresas de pequeno porte, microempresários e microempreendedores individuais (MEIs), entre 28 de agosto e 12 de setembro.

Fonte: G1 Notícias

Fintech financia empreendedor de periferia com investimento a partir de R$ 25

20-09-2018

O negócio de refeições começava a ganhar força quando a empresária Débora Soares, da Vila Ré, zona leste de São Paulo, fechou contrato de fornecimento com a rede de hotéis Ibis. Era o passaporte para um futuro melhor, não fosse o fato de ela precisar comprar uma embaladora a vácuo de R$ 8 mil, para atender ao novo cliente. Foi então que conheceu a Firgun, fintech que empresta dinheiro de forma colaborativa e facilitada. “Resolveu a minha vida. Banco nenhum financia alguém como eu e, quando faz, cobra mais juros do que cobraria de outro tipo de pessoa”, conta Débora.

Atualmente 82 fintechs – empresas de tecnologia do segmento financeiro – atuam no Brasil nos segmentos de crédito, financiamento e negociação de dívidas, segundo o Catálogo Fintechs 2018, elaborado em parceria entre Sebrae e ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), após ouvir representantes de 295 fintechs até setembro deste ano. O objetivo do levantamento é trazer maior visibilidade para as fintechs brasileiras, que despontam no cenário econômico atual por simplificar o acesso a produtos e serviços financeiros, com foco nas principais demandas não atendidas pelas instituições tradicionais.

“As fintechs representam uma solução para os maiores desafios dos pequenos negócios, como o acesso ao crédito em condições viáveis para empresários e empreendedores que desejam sobreviver e prosperar”, explica a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. Segundo ela, o Catálogo Fintechs 2018 é uma fonte de consulta à disposição tanto para quem está à frente de um pequeno negócio em busca de serviços financeiros acessíveis e ágeis, quanto para quem pretende investir nesse mercado.

“As fintechs representam inovação e geram impactos positivos na economia do País. Não à toa, cresce o número de clientes, tanto empresas, quanto pessoas físicas, e se tornam mais atrativas as possibilidades de investimentos no setor. Nossa intenção é dar mais visibilidade às fintechs, gerando novos negócios e fomentando a inovação que beneficia toda a sociedade”, destaca Rodrigo Soeiro, presidente da ABFintechs. O catálogo, no qual pode ser encontrada a Firgun e outras fintechs, pode ser acessado nos  sites: www.sebrae.com.br e www.abfintechs.com.br.

Como funciona a Firgun

A Firgun é uma plataforma de investimento coletivo em empreendedores de baixa renda. Qualquer pessoa pode se cadastrar, escolher um empreendimento no qual deseja investir e começar a emprestar a partir de R$ 25. Funciona como um crowdfunding, com a diferença de que o investidor recebe de volta o que investiu. Empréstimos de até R$ 3 mil são parcelados sem juros, de R$ 3 mil a R$ 9 mil, com juros de 0,5% ao mês, e acima de R$ 9 mil, 1%. “Nós invertemos a lógica do mercado. Conosco, quem pode menos, paga menos. Afinal, quem pede empréstimo maior geralmente tem mais estrutura para pagar juros”, explica Fábio Takada, da Firgun.

No ano passado, a fintech de Takada ganhou o prêmio da Iniciativa Incluir, organizado pelo PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e pelo Sebrae. Entre as mais de 850 organizações inscritas, a Firgun foi premiada na categoria “Ideia Inovadora”. Atualmente, Takada negocia com investidores anjo para ampliar a fintech, que tem cadastro de três mil investidores sem nunca ter investido em divulgação ou marketing. “Tivemos um crescimento orgânico”, afirma.

A Firgun trabalha em parceria com organizações não-governamentais (ONG) que atuam na periferia, como a Afrobusiness e a Barca, que atendeu Maria Pimentel, da Parça Progresso Confecções, do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo. Maria tomou empréstimo para ampliar as instalações da empresa e iniciar a linha de bonés. “Foi tudo muito rápido, nada burocrático”, conta a empresária, “Foi um dinheiro que chegou num momento difícil, de crise no país, e de uma forma que a gente pode pagar. É incrível”, diz.

“Esse é um dos maiores diferenciais das fintechs: atender de forma personalizada, sem burocracia e cobrando taxas menores que as grandes instituições financeiras. Isso é possível porque as fintechs são constituídas para quebrar paradigmas, oferecer produtos e serviços com uso de tecnologia de ponta, que simplifica e barateia suas operações”, esclarece o presidente da ABFintechs.

Greve dos caminhoneiros afeta pequenos negócios das grandes cidades

29-05-2018

Sebrae aponta que o impacto da greve de caminhoneiros tende a ser maior nas micro e pequenas empresas localizadas em cidades com mais de 100 mil habitantes. O que representa 30% das 11,5 milhões de negócios optantes do regime do Simples Nacional. Há uma prática de se trabalhar com poucos estoques nas atividades econômicas realizadas nas grandes cidades, ao passo que nas cidades menores, é comum trabalhar com estoques um pouco maiores. Hoje, as MPE representam 98% das empresas do país, geram 52% da massa salarial e são responsáveis pela maioria da geração de emprego.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, não há muito a ser feito. “O empreendedor tem de ter paciência. Não adianta brigar com o posto de gasolina. Ele é a ponta do iceberg. Quem é o verdadeiro causador está escondido, olhando todo esse imbróglio ‘pela fresta’”, garante. Afif também defende que a sociedade como um todo está sendo afetada. “O petróleo faz parte da estrutura de vida do brasileiro. Essa variação, em um mercado retraído, não deveria ser repassada ao povo. Em termos de renda, o cidadão brasileiro ainda está na UTI.”

Entre as mercadorias que tendem a ser prejudicadas está o próprio transporte de combustíveis. Embora o foco dos caminhoneiros seja o diesel, todas as demais atividades que dependem de combustíveis como álcool e gasolina também são prejudicadas.

Atividades que tendem a ser mais prejudicadas pela greve de caminhoneiros (pelas dificuldades de transporte e locomoção)

– Postos de combustíveis

– Comércio de alimentos perecíveis

– Produção e comércio de produtos hortifrutigranjeiros

– Transporte de pessoas e de cargas

– Cidades que dependem de atividades turísticas

– Comércio e serviços em geral (dada a dificuldade de locomoção do consumidor/prestador de serviço)

– Indústria (que depende de matérias-primas que vem de longe)

Aspectos positivos da greve dos caminhoneiros

– Levanta a necessidade de rever o peso dos impostos nos produtos/serviços

– Levanta a necessidade de rever a forma de financiamento das contas públicas

– Levanta a necessidade de rever as estratégias públicas para estoques de produtos estratégicos

– Levanta a necessidade de rever o tamanho do Estado na economia e o tamanho do déficit público

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Micro e pequenas empresas carregam o Brasil nas costas

11-05-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, reafirmou nesta sexta-feira (11), que os pequenos negócios representam uma das maiores forças sociais do País. Segundo ele, o setor conseguiu atuar principalmente nas bases, gerando, com isso, mais de 11,5 milhões de empregos. A declaração de Afif aconteceu durante a palestra “Novos desafios para as micro e pequenas empresas”, em Florianópolis, com a presença de empresários, lideranças empreendedoras e comunitárias.

“As micro e pequenas empresas representam a força social no Brasil, mas ainda é desprezada nas políticas públicas”, afirmou o presidente do Sebrae, citando exemplos de crescimento dos pequenos negócios, que chegou também às favelas. “Cerca de 50% das pessoas que moram nesses locais quer ter seu próprio negócio, quer ser patrão”, observou Afif, ressaltando que hoje são 12 milhões o total de MPE e Microempreendedores Individuais (MEI) no país, mas que ainda há, pelo menos, 15 milhões na informalidade.

Segundo Afif, a crise econômica fez com que crescesse no País o chamado empreendedorismo por necessidade, onde a sociedade se mobilizou em busca de soluções, mas os pequenos negócios não obtiveram o mesmo apoio financeiro dado aos grandes investimentos. “Uma pesquisa mostrou que a população sabe que nessa crise que estamos vivendo, são os pequenos negócios que carregam o Brasil nas costas, que estão ali no dia a dia da sociedade”, afirmou o presidente do Sebrae.

Guilherme Afif explicou que o Sebrae também liderou uma grande mobilização no Congresso Nacional pela derrubada do veto ao refinanciamento dos débitos fiscais de micro e pequenas empresas. Entretanto, segundo ele, a instituição solicitou um novo estudo junto à Receita Federal sobre a reinclusão das MPE que ficaram fora do refis. O trabalho deve ser concluído em junho.

“O governo não enxergava a importância das micro e pequenas empresas”, afirmou o deputado Jorginho Mello, presidente da Frente Parlamentar Mista das MPE. “O presidente do Sebrae teve um papel importante para o fim do veto”, ressalta o parlamentar. A palestra de Afif foi aberta pelo diretor-superintendente do Sebrae em Santa Catarina, Guilherme Zigelli, que também elogiou a atuação de Afif. “Ele tem uma história de luta pela micro e pequenas empresas”, observou o dirigente.
Miditec

Em Florianópolis, Guilherme Afif conheceu o Miditec, eleito a quinta melhor incubadora de negócios do mundo na categoria Colaboração com Universidade. Apoiado pelo Sebrae de Santa Catarina e gerido pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), o MIDITEC, antes chamado MIDI Tecnológico, já graduou 99 empresas e apoia 17, atualmente, sendo sete incubadas residentes, quatro incubadas virtuais e seis empresas pré-incubadas. Cerca de 13% das startups de Florianópolis passaram pelo local, o que demonstra a importância da iniciativa para a região.

O reconhecimento do Miditec foi feito pela UBI Global, empresa de pesquisa e consultoria com sede em Estocolmo reconhecida pelos estudos globais que mapeiam e avaliam o mundo da incubação de negócios. A premiação, divulgada durante o World Incubation Summit 2018 em Toronto, Canadá, certifica as melhores incubadoras e aceleradoras de negócios do mundo nos anos de 2017 e 2018.

Fonte: Assessoria de Imprensa