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Brasil Mais Simples lança pacto para simplificar o processo de Regularização fundiária

18-09-2018

O pacto para simplificar o processo de regularização fundiária começa pela comunidade de Oswaldo Cruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (18), pelo Sebrae, durante o Seminário Brasil Mais Simples, realizado pela instituição na capital fluminense, onde foram debatidas parcerias estratégicas para a promoção da melhoria do ambiente dos pequenos negócios no país. No evento, que contou com a presença do governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, e do prefeito do município, Marcelo Crivella, foi lançado o Projeto Comunidade Faz Negócio, cujo objetivo é assistir empreendedores nas periferias das regiões metropolitanas. Além disso, o Sebrae assinou um termo de intenção entre o Rock In Rio (RiR) e o Viva Rio, para a implementação do projeto no festival de música, que acontece em setembro de 2019.

“O direito de propriedade dentro de uma favela é o passaporte para a cidadania, pois com isso, este cidadão tem direito a financiamento, ou seja, ele passa a existir e ter um endereço, consequentemente, ser legalizado. Essa é nossa meta com o pacto firmado, junto com os governos Federal, Estadual e Municipal. Todos trabalharão juntos com este objetivo”, afirmou o presidente da instituição, Guilherme Afif Domingos. A regularização fundiária é o caminho real para gerar mais emprego e renda de forma imediata, além de combater a violência. Para Afif, a violência se esconde onde há a informalidade.

Segundo o diretor-superintendente do Sebrae no Rio, Cezar Vasques, a instituição adotou uma nova metodologia de trabalho nas comunidades carentes, atuando agora de forma territorial. “Vamos desenvolver um projeto piloto de regularização fundiária no local e essa experiência vai ser levada para outras áreas carentes”, observou Vasques. Uma proposta que deve ser replicada em Mesquita, Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e São João do Meriti. “O Sebrae tem nos ajudado muito, é como se estivesse tirando todos de dentro de uma caverna e ninguém quer voltar para lá”, ressaltou Jorge Miranda, prefeito de Mesquita e presidente do G-100, que são os municípios mais carentes do país.

Desde 2012, o Sebrae Rio desenvolve uma metodologia de atuação com os empreendedores da base pirâmide. Nesses seis anos, foram realizados mais de 30 mil atendimentos em comunidades do estado. Desde abril deste ano o projeto expandiu sua atuação de cinco para 16 favelas da cidade do Rio de Janeiro, atendendo 1,8 mil empreendedores e a expectativa é a de que o atendimento chegue a 10 mil pessoas na Região Metropolitana.

Pacto

No seminário, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, criticou o excesso de entraves para a regulamentação dos imóveis nas favelas, inclusive para o próprio estado. “É humanamente impossível enfrentar a burocracia para emitir um título, tem que haver uma maneira mais ágil para implementação de políticas públicas, por isso precisamos realizar este pacto nas três esferas de governo”, afirmou.

Para o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, o município está comprometido com o pacto. “O tema tem que vir a ser o topo das prioridades de todos os prefeitos e o Rio, que tem milhares de favelas, está nesta causa A criação do Zona Franca Social, inclusive inspirado no presidente do Sebrae, Afif Domingos, tem o foco na comunidade, de levar renda, além de estamos simplificando taxas e agora, estamos juntos nesta luta pela regularização fundiária”, acrescentou o prefeito fluminense.

O Seminário Brasil Mais Simples trouxe para discussão sobre a temática da regularização fundiária o economista peruano Hernando de Soto, que reforçou a importância da cidadania. Para ele o valor está no indivíduo, “um pedaço de terra não vale nada, mas sim, as pessoas que estão nela”, afirmou. Hernando enfatizou ainda que o mais desafiador está na relação de confiança que deve haver nas instituições, “a terra em si, não traz desenvolvimento, o impulsionador é a relação de confiança por onde passam os contratos”, destacou.

Para o empresário Roberto Medina, presidente do Rock In Rio, a responsabilidade de mudar a realidade das favelas não é apenas do governo, mas de todos. A afirmação foi feita ao anunciar que o festival vai contratar, por meio do projeto Economia Criativa, 30 bandas de comunidades carentes em 2019. “Temos que pegar o que é feito de positivo nop Brasil, não devemos ser o espelho da desgraça”, disse Medina, explicando que durante o evento será construída uma favela dentro do espaço da festa. “Em novembro vamos apresentar as bandas e mostrar a criatividades desse pessoal para 90 milhões de brasileiros.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Sebrae questiona no STF a MP que cria a Abram

13-09-2018

O Sebrae ingressou nesta quarta-feira (12), com um Mandado de Segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória 850, editada pelo governo para criar a Agência Brasileira de Museus (Abram). O documento foi entregue ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, na presença de diversos dirigentes de entidades de classe, que apoiam a causa da micro e pequena empresa. No mandado, as instituições citam quatro argumentos justificando a decisão, entre elas, da falta de urgência para aprovação da MP, e pedem uma liminar suspensiva.

“A MP provoca diminuição direta nos atendimentos a micro e pequena empresa. Nós estamos estimando a redução de 608 mil atendimentos. Imagine toda a região Norte deixar de ser assistida”, afirmou Afif, ressaltando que os R$ 200 milhões retirados do Sebrae e destinados à Abram, eram recursos privados e que não estavam no orçamento da União. O Sebrae teme que sem suspender os efeitos da medida, não seja possível depois correr atrás do prejuízo. “O dinheiro que vai não volta”, acrescentou.

No Mandado de Segurança, o Sebrae alega que não havia urgência na aprovação da Medida Provisória, pois a agência deveria ser criada por meio de projeto de lei submetido às comissões normais do trâmite do Poder Legislativo. O instrumento argumenta também que houve desvio de finalidade e não vinculação aos objetivos da Abram. Segundo explicou Guilherme Afif,  a lei determina que a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) só poderia ter ocorrido desde que os recursos do Sebrae fossem destinados a atividades econômicas, o que não é o caso da gestão de museus, conforme reza a Constituição.

Entre as entidades presentes à OAB, que apoiam o Mandado de Segurança, estavam a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Associação Brasileira dos Salões de Beleza, Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresa e dos Empreendedores Individuais (CONAMPE), Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (COMICRO) e Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

No encontro, realizado na sede nacional da OAB, Afif e Lamachia ressaltaram a relação entre as duas instituições, que já trabalham juntas em outras ações há anos. “Desde então, temos adotado muito trabalho em parceria”, observou o presidente da Ordem. O presidente da OAB criticou a criação de mais um órgão na administração federal, pois avalia que o Estado já está “inchado”. O presidente da entidade sugeriu que os recursos para bancar a estrutura da Abram sejam direcionados diretamente à conservação dos museus. “Temos que pensar se já não há órgãos suficientes que possam encaminhar isso”, disse Lamachia.

No Supremo, a relatoria do Mandado de Segurança foi designada ao ministro Gilmar Mendes.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Sebrae vai ao STF para evitar desvio de finalidade de recursos

11-09-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, anunciou na manhã desta terça-feira (11), que vai ingressar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida provisória do governo que retirou R$ 200 milhões do orçamento da instituição para a criação da Agência Brasileira de Museus (Abram). O corte de recursos afetará o atendimento de mais de 608 mil pequenos negócios ao ano, o que corresponderia a toda região Norte do país, por exemplo. O Sebrae também estuda entrar com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra a MP.

“Os recursos do Sebrae são oriundos de uma contribuição de domínio econômico, cuja finalidade de aplicação está no artigo 170 da Constituição Federal”, afirmou o presidente do Sebrae. “A exploração de museus está fora desta finalidade e não podemos pagar a conta sozinho”, acrescentou Afif, explicando que foi surpreendido com a informação de que a verba seria retirada do Sebrae. A instituição chegou a sugerir como alternativa o investimento de R$ 100 milhões no setor, por meio de projetos de economia criativa com a finalidade de atender as micro e pequenas empresas e de melhoria da gestão em museus, acordo semelhante ao feito, recentemente, com o Ministério do Turismo.

Segundo a diretora técnica do Sebrae, Heloisa Menezes, os recursos retirados do Sebrae podem causar grave prejuízo à instituição e aos pequenos negócios. “Representa a diminuição de 608,6 mil atendimentos no Sebrae. Seria como excluir o Norte da atuação da instituição. É como se toda a região ficasse sem atendimento de uma hora para outra”, afirmou a diretora, ressaltando que são os pequenos negócios que seguram o emprego no Brasil. “Eles responderam por 93% dos empregos com carteira assinada no primeiro semestre”, ressaltou. “A MP gera uma insegurança institucional e nos preocupa, pois temos acordos e metas a cumprir. O déficit público nunca vai caber no orçamento do Sebrae”, acrescentou o diretor de Administração e Finanças, Vinicius Lages.

Guilherme Afif ressaltou, durante entrevista coletiva, que a recuperação dos museus é uma causa importante, devido à situação atual de alguns deles, mas que os recursos do Sebrae não são para essa finalidade. “Todos são solidários com o que aconteceu, mas só quem deu o dinheiro foram os pequenos negócios, únicos a terem a verba cortada”, disse o presidente do Sebrae.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Presidente do Sebrae defende manutenção do Simples Nacional

10-09-2018
O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, participou nesta segunda-feira (10), no auditório da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, do seminário “Debatendo a Reforma Tributária: Equidade, Inovação e Competitividade”, com especialistas renomados no assunto. Presente no evento, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), relator da Comissão Especial da Câmara que analisa a chamada PEC da Reforma Tributária (nª 293/2004), apresentou a versão mais atualizada do projeto em trâmite no Congresso. A comissão tem a expectativa de votar a reforma ainda neste ano.
“Se fosse simples, a reforma tributária já teria sido feita há muito tempo, mas sabemos que vamos enfrentar uma batalha muito dura. O grande enfrentamento será contra as grandes corporações, cada uma defendendo o direito de gerar burocracia”, discursou Afif. “Quanto mais simples formos, maior capacidade teremos de gerar justiça tributária. Nesse mundo digital, não podemos mais ter um sistema analógico”, analisou.
A PEC da Reforma Tributária prevê um novo sistema com um imposto de renda federal, um imposto sobre valor agregado e um imposto seletivo estaduais (mas com legislação federal), e impostos sobre o patrimônio municipal (alguns com legislação federal). A medida não prevê a redução da carga tributária atual. “O sistema tributário brasileiro é o maior responsável pela injustiça social do país”, disse Hauly no seminário.
Presidente da Finep, o economista Marco Cintra criticou a proposta questionando a base tributária adotada, no caso, para os produtos. Autor da ideia do imposto único que levou à adoção no Brasil da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), Cintra considera usar a movimentação financeira como base mais moderna e assertiva. “O país é o que mais tributa o consumo no mundo”, disse. Já a advogada e professora do Insper, Lucilene Prado, destacou a necessidade de atacar o contencioso do sistema de tributação atual, na ordem de R$ 3 trilhões (valor dos impostos cujo pagamento são questionados na Justiça). “Devemos construir um sistema que consiga dar resposta rápida às necessidades da população”, afirmou.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Turismo Summit celebra acordo em prol da cadeia produtiva do setor

05-09-2018

O Sebrae, Ministério do Turismo e a Embratur reúnem até esta quarta-feira (5) gestores públicos, coordenadores dos projetos de destinos turísticos inteligentes, lideranças, empresários e universidades no Turismo Summit 2018. O evento debate a transição do setor, que se apropriou das plataformas multicanais para facilitar e potencializar a experiência de viagem. Na oportunidade, foi oficializado Convênio de Cooperação Técnica entre as entidades, que destinará R$ 200 milhões para promover o aumento da competitividade das micros e pequenas empresas da cadeia produtiva do setor.

A abertura, realizada na terça-feira (4), contou com a presença do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, do ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, da presidente da Embratur, Teté Bezerra, e do deputado e presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo, Herculano Passos. Afif destacou a importância da assinatura do acordo em prol dos empresários de micro e pequenas empresas: “A junção de esforços e recursos é fundamental. Estamos dando um passo para maior integração das ações e, assim, realizarmos políticas territoriais. Fechamos o acordo em cima de roteiros, onde vamos trabalhar com agentes públicos e privados”.

Lummertz frisou o papel do turismo para o desenvolvimento econômico, sendo responsável pela geração de um em cada cinco empregos no mundo na última década. “O turismo é uma das duas grandes vantagens competitivas do Brasil, mas precisa evoluir. Somos um país ainda muito fechado e isso atrapalha o crescimento do Brasil e do setor”, declarou o ministro do Turismo. A presidente da Embratur, Teté Bezerra, reforçou a união das entidades públicas e privadas no processo de desenvolvimento das atividades turísticas: “O setor é formado, em sua maioria, por pequenas e médias empresas. Portanto, o Convênio de Cooperação Técnica que celebramos hoje tem o objetivo de aumentar a competitividades dos micro e pequenos empreendedores no setor”.

A programação seguiu com palestras e painéis. A líder de insights para a indústria de turismo no Google Brasil, Aline Prado, concedeu a primeira palestra da manhã: “Turismo na era digital”. “O turista está mais exigente. Os novos modelos, como o Airbnb, quebraram a relação de que o mais caro é o melhor. O consumidor de hoje busca experiências”, explicou. Em seguida, o painel “Governança – Gestão turística inovadora” recebeu Margareth Carvalho, coordenadora de turismo do Sebrae RJ; Vania Ferreira Baddini, proprietária do restaurante Don Phillipe Gastronomia; Richard Alves, secretário de Turismo de Porto Seguro (BA). O bate-papo foi mediado por Ana Luiza Lopes, do Sebrae Nacional.

Na parte da tarde, o painel “Mercado turístico – Jornada da experiência do turista” trouxe Mário Gárcia Villar, chefe de departamento de Big Data da Associação Empresarial Hoteleira de Benidorm, Costa Branca e Comunidade Valenciana (HOSBEC). Villar apresentou o case sobre o uso da big data para conhecer o turista que visita Benidorm, município localizado na Espanha. O trabalho do departamento consiste em maximizar as possibilidades oferecidas pelas mais recentes tecnologias e coletar informações para melhorar as estratégias de promoção do destino. Também participaram Marta Poggi, fundadora do Blog Agente no Turismo e Sócia da Strategia Consultoria; Leonardo Marques, fundador do site Melhores Destinos; e o moderador Mateus Braga, diretor executivo de criação da Isobar.

Para fechar o dia, o diretor de administração e finanças do Sebrae, Vinicius Lages, moderou o painel “Tecnologia no turismo: Integração e comercialização da oferta de produtos e serviços em ambiente virtual”. Segundo Lages, as mudanças no meio tecnológico tiveram impacto significativo em diversos campos, tornando necessária, cada vez mais, a integração nos processos de dados, serviços e ofertas turísticas. “Não há como ter uma vivência turística no Brasil sem habilitarmos o conjunto de atores que constituem o setor”. Participaram do debate Rafael Moura, coordenador comercial da Omnibees Distribuição e Marketing Hoteleiro; Natália Farias Ribeiro, coordenadora comercial do Hotel Urbano; e Fernando Tanaka, CEO do Decolar.com.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Sebrae firma convênio com Bradesco para melhorar o acesso das MPE ao crédito

04-09-2018

O Sebrae e o Bradesco firmaram, nesta segunda-feira (3), um convênio de cooperação técnica para promover a melhoria das condições de acesso ao crédito por parte das Micro e Pequenas Empresas. O acordo também prevê que o Sebrae ocupará um espaço no inovaBra habitat, do Bradesco, em São Paulo. Além disso, o convênio inclui ainda suporte e mentoria da instituição às startups instaladas no inovaBra, que reúne mais de 170 startups e outras 60 empresas corporates.

A cerimônia reuniu toda a diretoria do Sebrae, o presidente Guilherme Afif Domingos, os executivos do Banco e Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Conselho de Administração. “A presença maciça da diretoria se justifica pela importância desse momento. Em vez de dispersar esforços, estamos unindo”, afirmou Afif. “O Sebrae é uma das instituições mais admiradas do país. Estamos felizes por estar a serviço da comunidade e de uma causa”, discursou Trabuco.

O objetivo do convênio é atender empresas com orientações sobre crédito e microcrédito, inclusive para modalidade com a garantia do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). Segundo informações da instituição bancária, estima-se que cerca de 1,4 milhão dos 8 milhões de MEIs do país sejam correntistas do Bradesco, mas apenas aproximadamente 200 mil têm conta pessoa jurídica. Trabuco disse que o banco atua na formalização desses empreendedores. “Vislumbramos chegar a 20 milhões de MEIs, a exemplo dos Estados Unidos, que têm cerca de 30 milhões.”

O inovaBra habitat faz parte do ecossistema de inovação Bradesco e foi criado para promover a inovação na instituição. Segundo Mariana Grapeggia, gerente de empreendedorismo e inovação do Sebrae em Santa Catarina, a sala do Sebrae nesse espaço é composta de quatro posições, que serão ocupadas por dois técnicos do Nacional, um de São Paulo e outro de Santa Catarina. Eles estarão disponíveis para dialogar com as startups instaladas, promover a conexão com empresas atendidas pela entidade em outros estados e inseri-las nos desafios tecnológicos. “O objetivo é entender as necessidades desses empreendedores e procurar formas de supri-las”, explicou Mariana.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Manifesto de 13 instituições defende aprovação final do Cadastro Positivo

22-08-2018

O Sebrae e outras 12 instituições que formam a Frente do Cadastro Positivo entregaram, nesta terça-feira (21), ao ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, um manifesto em favor da aprovação do projeto, que está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, vai possibilitar a expansão do crédito no País, além de propiciar desenvolvimento econômico e social. Para entrar em vigor, é necessária a votação dos destaques e emendas, o que vem retardando a implantação da medida.

“Por tudo que o Cadastro Positivo pode fazer pelo Brasil e os brasileiros, a Frente do Cadastro Positivo, formada por instituições que congregam mais de cinco mil entidades da indústria, comércio e serviços e que respondem por mais de 40% do PIB (Produto Interno Bruto), manifesta sua preocupação com os sucessivos adiamentos na votação dos destaques e emendas à proposta já aprovada na Câmara Federal”, diz o manifesto.

Na reunião no Palácio do Planalto, líderes e representantes das instituições citaram exemplos para justificar a aprovação das emendas e destaques com maior celeridade. Para a economia, haverá aumento do PIB em 0,54% ao ano, injeção de até R$ 1,1 trilhão na economia, R$ 790 bilhões de expansão no crédito a corporações de todos os portes. Além disso, possibilitará a injeção de R$ 550 bilhões, ou 8,4% do PIB, em expansão do crédito para quatro milhões de micro e pequenas empresas, que empregam a maior parcela da mão de obra em todo o país.

No manifesto, a Frente ainda relaciona os benefícios para a sociedade, como a inserção de 22 milhões de pessoas, que representa mais de 10% da população, ao mercado de crédito, além de possibilitar a redução de até 45% na inadimplência, que atinge 60 milhões de brasileiros. A iniciativa também deve estimular a geração de emprego e renda. O documento entregue ao governo enumera ainda as vantagens para a União, que terá aumento de até R$ 450 bilhões na arrecadação de impostos, além do incremento de R$ 205,7 bilhões na arrecadação de tributos estaduais, devido ao estímulo da atividade econômica.

Segundo o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, tão logo o Congresso volte à normalidade, o Cadastro Positivo será apreciado. “Está na pauta do governo, mas o grande problema é a janela de votação”, afirmou Afif, após a reunião com Eliseu Padilha. “Tem um trâmite legislativo que não está previsto agora, prejudicado pelas eleições, mas tão longo termine as eleições, haverá um esforço para votar o projeto e beneficiar a população, principalmente as pequenas empresas”, acrescentou o presidente do Sebrae. 

Afif observou que as medidas são fundamentais para complementarem ações de grande envergadura, como, por exemplo, a diminuição da taxa de juros, além de facilitar acesso ao crédito: “O Cadastro Positivo vem para diminuir as taxas e o risco na ponta”. O ministro da Casa Civil, confirmou o apoio do governo ao projeto. “O Sebrae tem sido uma fonte de inspiração de pautas positivas”, afirmou Eliseu Padilha. “A gestão do Afif Domingos tem nos dado muitas conquistas e elementos e esta é mais uma que traz para o governo”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Presidenciáveis apresentam planos para desburocratizar o ambiente de negócios

17-08-2018

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, questionou, nesta terça-feira (14), durante o “Diálogo UNECS com candidatos à Presidência da República”, cinco postulantes do Palácio do Planalto sobre a burocracia que afeta os pequenos negócios.  Afif comandou o bloco Ambiente de Negócios, um dos quatro temas apresentados aos candidatos Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Fernando Hadad (vice do PT) e Geraldo Alckmin (PSBD). Outros três convidados, Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL) e João Amoedo (Novo), não puderam comparecer ao evento, realizado pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços.

Coube ao presidente do Sebrae formular questões aos candidatos sobre as propostas voltadas para a simplificação de obrigações no ambiente de negócios, sobre a reforma tributária, a infraestrutura e logística, crédito e investimento, tecnologia e inovação e estímulo ao empreendedorismo. Os outros três blocos foram sobre a Eficiência do Estado, Urbanismo e serviços essenciais e Garantia dos direitos.

“O diálogo da UNECS com os candidatos foi fundamental, pois a entidade congrega redes do comércio e de serviços do Brasil, muitas delas formadas por pequenos negócios”, afirmou Afif. “Por isso, a política das pequenas empresas está aqui presente porque um dos participantes será o futuro presidente, e temos que mostrar o que gera renda e empregos no País”, acrescentou. Durante a evento, o presidente do Sebrae desenrolou um documento que mostra o ciclo de nascimento, vida e morte das micro e pequenas empresas. O rolo de papel ilustra as dificuldades enfrentadas pelos pequenos negócios.

Confira síntese das repostas dos candidatos às questões formuladas pelo presidente do Sebrae:

Álvaro Dias

Pergunta: Atualmente existem inúmeros processos burocráticos que atrapalham a competitividade das empresas, em particular das micro e pequenas. Quais seriam as ações que o Sr. pretende implementar para melhorar o ambiente de negócios no país?

“Serão 365 medidas de desburocratização, principalmente para a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Hoje é difícil abrir uma empresa ou tirar uma patente, o que demora anos. E isso passa por uma reforma tributária, que considero fundamental.”

“Temos taxas de juros astronômicas no País que chegaram, em 2016, a ser de 452% e o governo fica com 72% do crédito”.

Ciro Gomes  

Pergunta: Temos hoje uma das maiores burocracias no corporativismo público e privado, além do problema do crédito, ao qual 84% dos pequenos negócios não têm acesso. Qual sua visão sobre o projeto da Empresa Simplificada de Crédito, aprovado pelo Congresso, que tem como finalidade facilitar essas operações?

“Estamos estudando tornar todos os documentos em um manual, com todos os regramentos para uma empresa funcionar. Também queremos simplificar tudo em um só documento onde o empresário afirma estar consciente que a empresa está apta a funcionar sob as penas da lei. Essa é uma ideia para amadurecer.”

“O Brasil concentra 85% de suas operações em cinco bancos, sendo dois oficiais. A rentabilidade do sistema, em tarifas, se aproxima de meia centena de bilhões de reais. Então, todas as iniciativas que estimulem a competição, se tiverem coerência, serão aceitas”.

Henrique Meirelles

Pergunta: O que poderemos fazer para melhorar o ambiente de negócios e superar o problema da burocracia?

“Este é um campo de trabalho onde me dediquei profundamente. O meu projeto é iniciar um processo de digitalização. Porque hoje desburocratizar é informatizar. A ideia é criar um gabinete digital na Presidência da República para as empresas e para o cidadão”.

“Vamos resolver o processo de registro de empresas, do Imposto de Renda, da estrutura tributária, pois a diminuição da carga tributária é fundamental. Com a conjugação de ações os processos serão mais rápidos”.

Fernando Hadad

Pergunta: O projeto da Empresa Simplificada de Crédito foi vetado pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central e hoje 84% das pequenas empresas não têm crédito. Quais seus planos para este ambiente de negócios?

“Sem educação e sem simplificar o crédito barato, a gente não vai longe. Mas hoje temos as fintechs, as cooperativas de crédito, que passaram a ser uma alternativa de crédito.”

“Vamos retomar investimentos públicos. Não queremos ver obras paradas e isso vai fazer a roda da economia girar. Temos as ferramentas necessárias para alavancar a economia do País”.

Geraldo Alckmin

Pergunta: Todos sabem da burocracia para abrir e até fechar uma empresa e da luta pelo processo de simplificação. O que temos que fazer para acabar com esse processo emaranhado? Além disso, como livrar as empresas da carga tributária e dos juros?

“A UNECS vai ser convocada para fazer o mutirão da desburocratização, pois as parcerias são importantes. Quero destacar o convênio que fizemos com o Sebrae em São Paulo, criando um Centro de Empreendedorismo e Inovação. O governo tem que ser parceiro”.

“Eu estou otimista que, se a gente conseguir fazer a reforma tributária, desburocratizar as agências reguladoras e se tivermos a segurança jurídica, vamos ter mais recursos para investimentos no País, na infraestrutura, no saneamento básico e mais habitação”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Visão Capital recebe presidente do Sebrae nesta quarta-feira

06-06-2018

“Brasil: Nação em desenvolvimento, Estado estagnado”. É com esse tema que o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, abre hoje a 5ª edição do Visão Capital, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Desenvolvido pelo Jornal de Brasília, o evento visa ampliar o network entre as empresas brasilienses e fomentar debates sobre inovação mercadológica, a fim de promover o desenvolvimento do DF.

A presença de Afif foi comemorada entre os empresários, ressaltou o diretor de Marketing e Mídias Digitais do JBr., Guilherme Lombardi. “Pelo fato de ser uma figura econômica, ele vai agregar ainda mais valor ao debate, principalmente, pelo momento que estamos vivendo. Mais do que nunca, o mercado econômico tende a sofrer mudanças. Nosso objetivo é estimular o desenvolvimento e trazer mais otimismo para a classe empresarial e trabalhadora”, concluiu.

O presidente do Sebrae promete debater a importância de uma a reforma política. “Um dos caminhos é o voto distrital. Essa mudança devolveria a força e o poder para os empresários e trabalhadores. Atualmente, as pessoas não lembram quem elegeram para distrital, não acompanham o mandato e as ações do político. Isso mudaria”, afirmou.

Saiba mais

Guilherme Afif  assumiu a presidência do Sebrae  em outubro passado. Também é presidente do Conselho do programa Bem Mais Simples, do Governo Federal. Foi ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, entre maio de 2013 e setembro de 2015, e vice-governador de São Paulo entre 2011 e 2014. Afif   presidiu a Confederação das Associações Comerciais do Brasil   e a Federação e da Associação Comercial de São Paulo.

Fonte: Jornal de Brasília

Para ser grande é preciso apostar no diferencial, diz presidente do Sebrae

01-11-2017

E possível começar micro, se tornar pequeno empreendedor e se estruturar para alcançar o patamar de grandes negócios. Para isso, e necessário planejamento inicial e cuidado com cada passo da empresa. 0 segredo, de acordo com o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos, é ter foco e fazer a diferença dentro da sua área de atuação.

Qual e o segredo para um pequeno empreendedor virar um grande empreendedor?
Primeiro tem que ter muito foco. ‘ pode dar passos maiores do que a perna, fazer um bom piano de negócios, um bom planejamento, uma boa assistência. Alem disso, as pessoas tem que ter cuidado ao tomar credito, porque o empréstimo no Brasil é tóxico e a gente esta lutando para que tenhamos crédito decente no país, principalmente para os pequenos empresários. Alem disso, é importante procurar sempre uma assessoria, um órgão como o Sebrae, para ajudar no planejamento.
0 que preciso levar em consideração antes de abrir um negocio? Vale a pena fazer um empréstimo?

Ao tomar um empréstimo, deve-se tomar cuidado porque no Brasil nos temos juros de agiota. Nos estamos lutando para que tenhamos microcrédito para assistir essas pessoas, mas ele tem que estar muito bem estruturado antes de dar um passo, para ele já não nascer devedor. E se ele esta devendo, ter um negócio que gere rendimento para pagar. Tem que ter renda.

Quais são os segmentos que estão dando certo ultimamente?
Serviços, em geral. Aquilo que você sabia fazer em casa e agora você consegue transformar em profissão. Quando você pega no universo feminino, é impressionante a industria da beleza. Então é cabeleireiro, manicure, toda essa atividade que a mulher tinha conhecimento pessoal e que, em uma perda de emprego, ela passa a aplicar a habilidade pessoal no negocio, então é um dos setores que mais tem crescido. Comida também. Serviços, em geral.

Como fazer diferença empreendendo?
Tendo foco. Você tem que fazer diferente. Não adianta ficar fazendo igual a todo mundo porque, de repente, você vai ter uma concorrência que te engole. Você sempre tem que buscar um fator de diferencial e planejar bem o negocio.

Empreender no Brasil é fácil ou ainda tem muitos obstáculos?
Embora o brasileiro seja um dos povos mais empreendedores do mundo, o ambiente de negócios do Brasil e hostil. A burocracia mata. As obrigações acessórias são torturantes, principalmente para os pequenos empreendedores. 0 programa Simples d um grande avanço, mas mesmo com ele, existem muitas obrigações acessórias para as empresas. E uma barbaridade e nos estamos investindo em um processo de eliminação dessas taxas. E incrível a burocracia que existe quando você tem que empregar alguém.

Qual e o beneficio do Sebrae para os empresários?
Sebrae tem uma rede de atendimento e esta sempre aberto para todas as pessoas que querem empreender. Hoje, alem do atendimento presencial nos nossos escritórios, estamos oferecendo soluções através do sistema digital, que sera a melhor forma de contato, especialmente se for MEI. E esse sistema tornara o atendimento a milhares de pessoas mais fácil.

Fonte: Correio da Bahia