Diário de Bordo RSS

Afif defende plebiscito para reforma política

10-05-2018

Presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e pré-candidato à Presidência da República Guilherme Afif Domingos (PSD) defendeu nesta terça-feira (8) um plebiscito para fazer a reforma política.

“Sou a favor de uma ideia radical, da convocação de um plebiscito para fazer a reforma política e instituir o voto distrital”, disse durante a 73ª Reunião Geral da FNP (Frente Nacional de Prefeitos).

Segundo o empresário, há na população um forte desencanto com a política. Para ele, isso abala a esperança em uma possível recuperação, percepção que poderia ser modificada com o plebiscito. “Os cidadãos mostram-se exaustos, machucados e pouco confiantes em algum cenário positivo a médio e curto prazo”, afirma. “Há uma consciência geral de que a classe política é responsável pela atual má situação do país.”

Afif também defendeu o foco nos “batalhadores”, empreendedores tanto formais quanto informais. “Temos que prestar muita atenção na força dos batalhadores nesse processo, são eles que são capazes de mudar o país.”

Para ele, é fundamental o apoio às micro e pequenos empresas que, segundo ele, são responsáveis pela maior parte da geração de novos empregos no país.

“O grande hoje desemprega”, afirmou. “Quem está segurando agora toda a geração de emprego no país são os pequeno empreendedores. Mas as nossas políticas não olham para isso. Estamos dominados pela banca. Tem uma especialização em fazer fortuna dentro do mercado financeiro.”

Ex-ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa do governo Dilma Rousseff (PT), Afif já participou de outra eleição presidencial, a de 1989. À época, ficou em sexto lugar com o bordão “Juntos chegaremos lá”.

Confio no meu taco, diz Afif
Afif ainda não tem o apoio formal de seu partido, o PSD, que ajudou a fundar ao lado de Gilberto Kassab. Por enquanto, o PSD sinaliza que deve apoiar a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ele minimizou o fato de ainda não ter o apoio formal de seu partido. “Apoio à candidatura é na convenção. Aí o partido vai ter que decidir se apoia um candidato fora do partido ou dentro da sigla. A convenção é soberana”, afirmou. Segundo ele, é tudo uma questão de quem se mostra competitivo conforme a eleição vai se aproximando. “Todas as vezes que eu entrei, eu acabei sendo bastante competitivo. Eu confio no meu taco.”

Afif também lamentou a saída do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa da corrida presidencial. “Não cheguei a vê-lo entrar [na corrida presidencial], mas empobrece a disputa. É uma pessoa importante nesse processo.”

O encontro com os pré-candidatos à Presidência é parte da 73ª Reunião Geral da FNP e reúne prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares federais, estaduais e municipais, além de secretários municipais, diretores e servidores públicos.

Além de Afif, participam Manuela D’Ávila (PCdoB), Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Aldo Rebelo (SD), Paulo Rabello (PSC) e Henrique Meirelles (MDB).

De acordo com a FNP, foram convidados para participar do evento os pré-candidatos filiados a partidos com pelo menos cinco congressistas. O PT também estava entre os partidos convidados a participar do encontro. A legenda mantém como seu pré-candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o dia 7 de abril por determinação do juiz federal Sérgio Moro, que o condenou pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Fonte: UOL

Afif acredita em aliança de centro para eleição presidencial

10-05-2018

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Guilherme Afif Domingos, defendeu nesta terça-feira, 8, uma aliança de centro para as eleições de outubro, com base no potencial de votos de cada candidatura. “Confio no meu taco”, afirmou, ao falar sobre o apoio de seu partido a seu nome. Com outros dez presidenciáveis, Afif participou da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos, realizada em Niterói, no Grande Rio.

“Haverá um alinhamento prévio. Candidaturas serão aglutinados de acordo com o potencial de votos, e não a posição de pesquisas. Antes de 60 dias não tem como saber, cada dia é um fato novo”, disse Afif, quando questionado sobre as semelhanças das próximas eleições e o pleito de 1989, quando também houve grande número de candidatos.

Afif defendeu a realização de um plebiscito para consultar a população sobre a reforma política e a instituição do voto distrital no País. Ele acredita ser uma forma de reverter a crise de representatividade política. “Sou a favor da convocação da Constituinte para que tenhamos um plebiscito para votar a reforma política e o voto distrital. Sem ele não vamos reverter o processo do centralismo. Eu vou até o distrital puro”, declarou.

“Defendo a ideia da eleição majoritária para representantes, até em dois turnos. Vão dizer que é transformar a Câmara Federal em vereadores. Mas isso é menosprezar o papel do município”, considerou. O candidato citou as manifestações de rua de 2013 como momento-chave da crise política. Afif disse também que a população não gosta da ideia do Estado mínimo.

“Se não quebrarmos o centralismo não vamos resolver nenhum problema. A grande crise no Brasil é o distanciamento entre representantes e representados. Em 2013 o resumo foi ‘vocês não me representam’. Se não nos reconectarmos, não teremos solução”, declarou. “Esse negócio de Estado mínimo não pega bem com o povo. Ele quer o Estado forte, mas que venha ao encontro da demanda dele, a maior é igualdade de oportunidade, educação e saúde.”

A reunião de prefeitos é o primeiro evento com múltiplos candidatos nesta fase de pré-campanha eleitoral. Os presidenciáveis falam separadamente, depois de assistirem a um vídeo onde são mencionadas propostas discutidas pelos prefeitos nos últimos dias.

Fonte: UOL